Olá, amigos e amigas cornetas! Alguém sentiu saudade?
Pois bem, em semana com um cheirinho de coisa boa, vamos recapitular os últimos passos do Botafogo na caminhada pra se manter na série A.
Ao que parece, Zé Ricardo andou lendo meus palpites por aqui no último post. Brincadeira, só disse o que era óbvio: a receita pro Botafogo escapar da série B era vencer os confrontos diretos contra os adversários que também têm essa preocupação. Ou ao menos, não perder pra esses adversários em especifico.
Com performances eficazes e que vem evoluindo em nível técnico, o time conseguiu triunfos importantíssimos contra América-MG e Vitória. E no meio disso, uma derrota bastante injusta contra o Bahia, aonde fomos absurdamente superiores nos 90 minutos. Ao menos, o gol fora deixa a possibilidade de reverter o resultado bastante palpável, em especial com Nilton Santos cheio.
Se a torcida entender que é essa a realidade do clube - vencer quem é fraco também e fazer o que for possível contra os fortes - e cobrar nessa medida, sem perseguição exagerada nem fora de hora, a sintonia pode fazer o elenco conseguir até mais que o esperado. Atletas como Lindoso e Kieza, geralmente omissos e displicentes, estão buscando todas as bolas e fazendo a diferença em campo. Com mais apoio, podem tornar essas performances uma regularidade.
Mas nada se compara ao poder decisivo de Erik com a camisa do Botafogo. Pedra já cantada aqui no blog, o meia-atacante tem feito bons jogos desde que chegou, e agora está realmente voando. Seu erro no jogo contra o Vitória (aonde finalmente foi premiado com um gol) - ao tentar o seu 2º gol na noite ao invés do passe - quase custou caro, é verdade. Porém, a impressão que passa é que o jogador sabe do erro e não tornará a cometê-lo. Até porquê, à exceção do lance, não dá pra chamá-lo de fominha. É um dos principais articuladores de jogadas ofensivas, distribuindo bem o jogo pelas pontas e em facão.
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| Erik: Demorou, mas seu 1º gol finalmente saiu. Tomou uma dura daquelas do Pimpão pelo excesso de fome, mas parece ter aprendido. Se o Fogão tem juízo, use a folga salarial que terá com a saída do Jeff e nomes como LR e Dudu pra contratá-lo em definitivo. Foto: Maurícia Da Matta / E.C. Vitória. Fonte: Globoesporte.com |
Sua entrada fez o futebol de Luiz Fernando recuperar o brilho, compondo uma boa dupla ofensiva nos flancos e na entrada da área. Valencia, o cérebro desse atual elenco, ainda está tentando encaixar o melhor padrão com os 2, mas parece que vai demorar: sua lesão, preocupante, não apenas o forçou a sair como fez Zé Ricardo apostar em 3 volantes, sendo Lindoso o mais avançado.
E deu certo: Sem a obrigação de ser o principal marcador, Lindoso passou a armar mais à frente o jogo do time, e tem se apresentado como opção ofensiva, aonde apresenta melhor eficácia. Recompõe o meio pra fechar e facilitar a pressão de retomada ao lado de Bochecha - que parece que quer carimbar a titularidade - e Jean - que é o melhor marcador da equipe. O time soa mais equilibrado: há sempre alguém na sobra para defender, e uma referência na frente que permite o avanço dos pontas e dos volantes em bloco.
Só não está perfeito porque não temos goleiro. Saulo e Diego são promissores e têm SIM futuro, mas claramente estão sentindo a pressão do profissional. É seguro afirmar que entre 50 a 80% dos gols tomados nos últimos 10 jogos eram bolas absolutamente defensáveis, mesmo para um Jefferson semi-aposentado. Todos os 3 gols do Vitória e os 2 do Bahia entram na conta. Mas há notícias animadoras: Gatito está voltando. Talvez já na volta da Sula, ou na rodada posterior do Brasileirão.
Contra o São Paulo, será um certo sofrimento, A expectativa é casa cheia, mas não será partida fácil. Eles vêm desfalcados, mas não duvidaria se Zé Ricardo poupasse parte do time, visando a Sula e também o Ceará (se não me engano, próximo adversário na Série A). Não sei dizer se irei neste domingo, mas farei o check-in pra ir contra o Bahia essa semana ainda.
Sigamos na torcida. As rodadas têm sido benevolentes com o Botafogo, afundando alguns rivais de Z4 e ampliando suas crises internas. Precisamos de mais 5 triunfos por garantia. Ceará e Atlético-PR fora não são pontos fáceis, mas podem ser obtidos. Chapecoense não lembro se é em casa ou não, mas é ainda mais possível. Paraná em casa deverá estar rebaixado, são 3 pontos OBRIGATÓRIOS. Se possível vencer o clássico contra o Vasco e arrancar o máximo de pontos possíveis contra os fortes. É isso.
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