Esporte na língua do povo, sem rabo preso e sem modismo, no amor e ódio eterno do torcedor raiz.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Fim de ano, Parte 3: Tirando sarro dos rivais e desafetos

Achou que a parte 3 ia ser aquele feeling natalino, é? Achou ERRADO, otário!

Com perdão da apropriação do mene, todo botafoguense precisa, no fim de ano, dar umas risadas de todos aqueles que se colocaram como nossos rivais ou inimigos. E principalmente desses últimos. Ter rival faz parte do futebol e é o que dá graça; ter inimigo é um acontecimento à parte. 
Caro corneteiro não botafoguense, seu time também tem inimigos declarados. Se você não lembra de cara, pergunte com seus irmãos de camisa sobre ex-atletas ingratos, treinadores traíras, dirigentes ladrões, jogadores que esnobaram o clube sem motivo, etc. Com certeza a lista é longa, pra qualquer um.

Vamos primeiro atentar aos rivais. Nenhum sofreu mais na nossa mão esse ano do que o Flamengo. Começaram o ano em cima da gente, tirando sarro pra caralho, atropelando em campo. 
Mas justamente nos momentos em que tava decidindo alguma coisa importante, o Botafogo foi lá dissipar as aspirações rubro-negras (aspirações, sacou? kkkk). Luiz Fernando meteu o cheirinho e calou o Maraca na semi do Carioca. Erik e Valencia comandaram um verdadeiro baile no primeiro tempo do Nilton Santos, no jogo que praticamente selou o título do Palmeiras e nos colocou muito isolados do rebaixamento. 

Opa LF, sentindo cheiro de quê? HAHAHAHAHA Foto: Vitor Silva/Botafogo/SS Press. Fonte: Superesportes - MG. 

Eles ganharam mais jogos entre nós se não erro a conta, mas os jogos chave foram nossos. No primeiro até nos agradeceram, pois o resultado culminou na demissão do Carpegiani. Mas no segundo caso, a raiva flamenguista era impagável. Verdade seja dita, não fomos nós que criamos a história do cheirinho como piada (eles criaram para exaltar a si próprios na ideia de que estavam sentindo cheiro de título, e daí ao não serem campeões viram o Palmeiras fazer virar piada em 2016), mas talvez sejamos os primeiros que puderam usar a piada do cheirinho com a moral de ter sido o responsável direto pela situação. Não a toa, a raiva deles foi braba kkkk
Aquela vitória nos deu a moral necessária pra engatar mais 2 e meter a vaga na Sulamericana. Importantíssima. 

O Fluminense não poderemos zoar esse ano infelizmente. Houve certo equilíbrio de resultados, mas no geral jogaram melhor nesses confrontos, e também não decidimos nada de relevante contra os mesmos pra valer a pena a piada. Esse ano escaparam!

Mas o Vasco....ahhhhh, esse deu o que falar também. A começar pelo roubo descarado no primeiro clássico, com o Rildo não sendo expulso e ainda gol impedido. Ali deu um ranço, que lembrou aqueles 2 cariocas (2015, 2016) de vice pra eles. Fomos devidamente vingados no final, com aquele golzinho salvador e calador de bocas aos 50 do 2º tempo. Gatito sendo Gatito nos pênaltis, taça na conta. 

SÓ ACABA QUANDO TERMINA, OTÁRIO KKKKKKKKK

Focando nos desafetos, peço um depósito de risadas coletivas para, mais do que quaisquer outras pessoas, a dupla dinâmica:

Jair Everest e Roger Mercenário - A dupla de ingratos que tumultuou e destruiu a reta final do Botafogo 2017, com conformismo e picaretagem, pagou e MUITO pela mesquinhez. 

Roger, que fez fama em cima do Botafogo e da exposição da própria filha, se catapultou para o Internacional achando que seria tratado como craque. Lá, com concorrência minimamente competente na posição, se estrepou e logo virou um não-relacionado. 

Nesse meio tempo, o Sr. Everest treinava bem mal o Santos. Ficou escancarado que não tem capacidade pra lidar com táticas e atletas que não permitam jogar retrancado. O time de meninos da Vila, que só sabe jogar pra frente, virou uma baderna (e ainda assim chegou a se classificar na Libertadores, tão baixo foi o nível do grupo). Não tardou até a demissão bater.

Foi então contratado por um desesperado e desmontado Corinthians, que de fato poderia jogar no seu esquema. O máximo que Everest conseguiu foi eliminar o Flamengo da Copa do Brasil, pra depois ser vice do Cruzeiro ainda mais retrancado de Mano Menezes. Detalhe: Jair não conseguiu conter seu amorzinho pelo Roger, e o trouxe do Inter para o Corinthians. Resultado? Só acelerou o desespero da diretoria corintiana pra trazer Fábio Carille de volta das arábias. 

Jair e Roger são dois carniceiros incompetentes, que abdicaram do respeito que recebiam e boa fase que usufruíam por poucos trocados a mais. BEM FEITO, SEUS MERDA! TEM QUE SE FODER MESMO!

Imagem exclusiva de Jair Ventura escalando o Everest em 2018. O Sr Roger não sobreviveu à jornada. 

Outro que merece um chuva de piadas é o Sr Rafael Moura, vulgo He-man. Ou He-rebaixa. A desgraça recebeu oferta pra ser titular do Botafogo e recusou pra jogar no América-MG??? HAHAHAHAHAHHAHAH É muita burrice. Mesmo que o Coelho pagasse o dobro, era burrice. O idiota fez um campeonato pífio, e não apenas foi rebaixado como é o maior vilão do episódio do rebaixamento: Abdicou de bater o pênalti contra o Fluminense que poderia definir a salvação do América. Aí foi lá um desengonçado qualquer e bateu pra perder. FROUXO! HAHAHAHA E pior que agora é o jogador recordista de rebaixamento da série A nos pontos corridos. PASSE LONGE DO BOTAFOGO, SEU AZARADO!

Há muitos outros desafetos recentes, mas alguns ainda não sofreram os efeitos da nossa conhecida praga botafoguense. Mas não tem pressa, ela sempre pega. 

Amigo alvinegro, faltou alguém dos nossos inimigos pra dar risada? Comente e faça bom proveito dessas lembranças. "Ah mas que feio rir da desgraça alheia" - se tu pensa isso tá assistindo futebol errado, cara. Futebol tu seca o rival SIM, tu ri da desgraça SIM e se não rir tá errado. 

É isso. Bom Natal, boas festas, um ótimo 2019 a todos. Botafogo ou não, quase todos merecem!

sábado, 22 de dezembro de 2018

Fim de ano, Parte 2: O que esperar para 2019

Mantendo a sequência dos trabalhos, passemos agora aos pontos de expectativa de nós, torcedores botafoguenses, em relação ao ano que vem. Vou abordar alguns eixos principais, e tentando incorporar tanto projeções realistas com os sinais dados até o momento, quanto com desejos pessoais. 

1 - A questão financeira
Não é segredo pra ninguém que a coisa está feia nos cofres do Botafogo, mesmo com a melhoria nos últimos anos. Entretanto, esse ano tivemos uma queda de performance nesse sentido, já abordada no post anterior. Há muito por fazer, e um time pra renovar e reforçar para a próxima temporada, e já sabendo que teremos menos dinheiro de TV e talvez a Caixa pare de patrocinar. Eis que surgiu, como um presente divino, a possibilidade de entrada dos Moreira-Salles na gestão do futebol do clube. 

É muito difícil cravar qualquer coisa agora, especialmente porque em geral estamos acostumados com banqueiros subindo nas costas do necessitado. Entretanto, pelas declarações dadas tanto pelos irmãos quanto pela diretoria do Botafogo, parece que o acordo virá em termos bons ao clube, respeitando nossa identidade e valores, sem privatizar o clube como propriedade de meia dúzia que faz o que dá na telha. Serão necessárias mudanças no estatuto, e as coisas parecem se encaminhar para uma real profissionalização da gestão do Botafogo, possibilitando assim atração de investimentos e um salto maior rumo às glórias do futuro. 

Se as coisas se mantiverem neste rumo, nos termos que têm sido ventilados, a entrada dos Moreira-Salles pode ser SIM muito benéfica ao clube. Mas temos que esperar pra ver.

2 - Melhorando o elenco
A barca já está zarpando com muitos nomes realmente dispensáveis a nós. Alguns demoraram (como LR e Dudu), outros não duraram uma temporada (Marcelo ruim e João Pedro), e tem até aqueles que talvez pudessem tentar de novo (Brenner), mas é muito bom que vão embora. O problema é a saída do Matheus, que não necessariamente fará com que o Erik permaneça (e isso é essencial). Precisamos segurar Rabello, Gatito e João Paulo o máximo possível. Não sei afirmar se a tal troca do Caio Alexandre (base) com o Corinthians pra ficar com Jean e Moisés é boa, mas que precisamos do Jean é fato. 

Na reposição, precisamos de qualidade, e que caiba no orçamento. Cavalieri foi um bom tiro, se estiver ganhando o compatível a um goleiro já meio velho e reserva. Ferrareis é uma aposta. A diretoria prometeu bons nomes, provavelmente já visando a questão de atração de investimentos e marketing. Tréllez, do São Paulo, é alvo de empréstimo. Não sei se vale à pena. 

As posições que estão carentes são: zagueiro (reserva que tenha nível pra assumir se o Rabello for embora), laterais (um pra cada, tem que pelo menos disputar posição), um volante marcador (2 caso Jean não fique), um meia lúcido, um ponta e um centro avante. Podemos preencher algumas dessas posições com a base: Traz o Kanu de volta pra ser zaga reserva, sobe o Wenderson e traz de volta o Leandro Carvalho. Eu focaria, no mercado, em laterais baratos, um bom meia e um centro avante minimamente competente. Não há muitas opções de qualidade, mas eu iria fazer uma limpa nos times que subiram agora na medida do possível.

3 - Competições pra tentar título
Carioca, óbvio. Serve pra experimentar? Sim. Mas tem que entrar com titular, mesmo que não tenha pudor de poupar, ou mesclar, tem que começar com o que tiver de melhor. Precisamos de ritmo de jogo pra entrosar logo, pois a Copa do Brasil e a Sulamericana começam cedo. Justamente nessas competições que devemos focar. E isso depende MUITO do item anterior, pois o nosso elenco esse ano só se safou do rebaixamento porque teve folga pra se dedicar somente ao Brasileiro depois de ser eliminado da Sula

A Copa do Brasil está mais difícil, mas cada fase avançada é mais dinheiro, então ao menos nas quartas seria ótimo chegar. A Sula é possível mirar título, a depender do time que será montado. Realmente dá pra pensar. O nível técnico dos times gringos na competição é muito baixo, geralmente. Só precisamos de sorte no cruzamento, pra evitar brasileiros.

Brasileirão tem que ser encarado como rota alternativa pra Libertadores em caso de fracasso na Copa do Brasil ou Sula. Portanto, se pensar em título é uma realidade distante, G6 tem que ser tratado como prioridade, e o time precisa ter força pra brigar nas 3 frentes, ou é mais uma temporada sem brilho. 

4 - Comportamento da torcida
A diretoria ofereceu descontos na renovação aos sócios há mais de 2 anos em dia, buscando mais fidelidade. Assim, reduz-se a margem de sócios voláteis, que caem fora na fase ruim. Isso foi uma sacada esperta. Mas agora a torcida precisa matar no peito uma questão da qual se esquiva ao longo do ano: PRECISAMOS ESTAR MAIS PRESENTES DURANTE O BRASILEIRO. 

Não estou falando apenas de estar no estádio, nem entenda isso como uma cobrança ao torcedor que tem dificuldade pra chegar lá ou não tem dinheiro. Estou falando do torcedor que puder dar o máximo de contribuição: Se pode, VÁ AO ESTÁDIO. COMPRE SEU PACOTE DE SÓCIO. COMPRE PRODUTOS DO BOTAFOGO. Cada centavo conta, cada grito de incentivo conta. Na reta final do brasileiro, a torcida deu show mais uma vez e o time emplacou a sequência que precisava. O torcedor alvinegro já se comporta dessa forma sempre que aperta pro time ou sempre que é algo de mata mata. Mas ainda não aprendemos, pelo visto da média geral, a lidar com o Brasileirão da mesma forma. Se toda partida de Brasileirão o espírito for de Libertadores, nossos cofres e nosso time vão render MUITO MAIS! 

Torcida precisa encarnar seu pique de Libertadores também no Brasileiro, e não só na reta final. Fonte: SBN. 

É isso. O próximo post de fim de ano será pra se divertir um pouco. Saudações alvinegras!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Fim de ano, Parte 1: Altos e baixos de 2018

Olá, amigos e amigas cornetas!  Fazia tempo da última postagem, mas vocês sabem como é fim de ano. Sempre muita coisa pra resolver. 

Esse será o primeiro de uma série de posts que resolvi fazer antes que virássemos o ano. A ideia é discutir um pouco sobre os pontos altos e baixos do ano, o que devemos/podemos esperar do Botafogo para 2019, além de outros pontos. Quero focar o saldo neste post. 

Primeiro, vamos aos pontos positivos. Verdade seja dita, não foi NEM DE LONGE um ano digno da grandeza do Botafogo, e MESMO considerando a péssima situação financeira em que estamos, poderia ter sido bem melhor. Dito isso, ainda assim, tivemos alguns momentos memoráveis (ou pelo menos agradáveis). Vamos a eles:

1 - O renascimento de Leo Valencia
O pequeno Valencia chegou de 2017 totalmente desacreditado. Com performance questionável em seu processo de adaptação, foi publicamente questionado pelo então técnico Jair Everest. À época, Everest tinha moral com a torcida. Com o tempo, provou-se que Jair estava passando pano para o motim do elenco e menosprezando sua responsabilidade na baixa performance do elenco, que resultou na não classificação pra Libertadores 2018. 
O que se viu desde então foi que Valencia decidiu assumir o protagonismo no meio, processo que foi acentuado com a lesão de João Paulo. Os números não mentem: Além de ter sido um dos principais artilheiros do time, foi o líder de assistências na temporada. Foi jogador ESSENCIAL para o título carioca e para a manutenção da equipe na série A. 

2 - A união em prol de dar o troco: Campeão Carioca
Após um primeiro turno ridículo de estadual, tomando baile e provocação do Flamengo, a chegada de Alberto Valentim ajudou a chacoalhar as energias do time. Após um clássico vergonhosamente roubado a favor do Vasco, aonde João Paulo foi covardemente lesionado pelo Rildo (e são lances como esse que atestam que jogador que lesiona outro tem que ser suspenso pelo mesmo período de recuperação previsto ao lesionado. Discordar disso é proteger perna de pau), o time pareceu se unir e motivar. Finalmente, parecia que tanto treinador como atletas não estavam gostando de ser chacota. 
A melhora de desempenho no segundo turno foi impressionante, e fomos à forra com estilo. Na semifinal geral, calamos um Maraca lotado de flamenguistas ainda no primeiro tempo, deixando claro quem é que fica só no cheirinho no Rio. Na final, o troco merecido no Vasco, mesmo com todo o sofrimento até os últimos minutos. Valentim zarparia o barco por ganância pouco depois, mas mostrou que aquele elenco podia SIM competir mais. E mais uma taça nunca é demais!

RESPEITA! Campeão carioca dando o troco em todo mundo. Foto: Vitor Silva/Botafogo/SS Press. Fonte: Extra. 

3 - Zé Ricardo
Ele pode não ser um santo milagreiro, nem o melhor treinador do mundo. Mas ele entende que o Botafogo PODE e DEVE competir melhor. Zé, assim como Valentim (digno de menção honrosa), soube trazer o brio do time de volta, e após algumas rodadas de experimentação, encontrou sua formação ideal. Com luta, foco e uma sequência de rendimento digno de título, o Botafogo arrancou do perigo da zona e chegou a cogitar Libertadores. Mais 5 rodadas, e era nossa. 

4 - A passagem de manto oficial: De Jeff a Gatito
Os dois foram essenciais na temporada em diferentes partidas. A falta de ambos foi igualmente sentida, e nos custou a possibilidade de avançar mais rumo ao título na Sulamericana. E, ao retornarem, foram igualmente ovacionados. A despedida de Jefferson foi de grandeza ímpar, reservada somente ao maiores ídolos. Gatito nos deu um título e a certeza de que podemos confiar que o cara resolve. Ele é um líder natural e, quem sabe, o próximo grande ídolo botafoguense. 

5 - Prata da casa resolve
Rabello foi o atleta mais regular do time na temporada. Superou Carli em performance técnica, e ainda foi artilheiro. Só foi suspenso em UMA partida durante todo o Brasileirão, atuando de cabo a rabo do campeonato. Sem dúvidas, é futuro selecionável. 

Marcinho finalmente deu o ar da graça, e apesar das oscilações (principalmente na parte defensiva), fez boa temporada e tem potencial pra se firmar na posição por mais anos. Pode gerar bom retorno de caixa.

Matheus Fernandes foi quem mais oscilou. Ainda assim, foi preciso nas roubadas de bola em muitas oportunidades, simplificando as jogadas pra saída de jogo. Foi vendido agora ao Palmeiras, em negociação meio questionável (se Erik não ficar, saiu muito barato), mas ao menos ainda temos parte dos direitos do atleta, que com certeza renderá mais em futura negociação.

Mas a revelação desse ano, pra mim, foi o Bochecha. A torcida em massa pode não ter percebido, ou surtado com os erros que ele chegou a cometer, mas qualquer observador atento notou que o garoto TEM bola. Sabe marcar, sabe dar um passe mais difícil (com boas viradas e visão de jogo), tem um ótimo controle de bola e drible de corpo, aliviando a saída na pressão do adversário. Tem todas as condições de evoluir muito.

Agora, vamos atentar para os pontos negativos, que fizeram muitas aparições este ano:

1 - Reforços inúteis
A lista aqui é longa: Alguém lembra, por exemplo, do João Pedro? O projeto de atleta que veio do Patético (assim será chamado doravante por mim, perdi o respeito pela entidade fascista e metida a moderninha) se atuou em 3 partidas, foi muito. E mal em todas.

Marcelo horroroso Santos, esse eu comemorei a lesão. Incapaz de dar passes, ruim pra marcar, lento pra raciocinar. 

Yago, que veio de empréstimo do Corinthians, parecia que ia dar liga, mas a lambança que fez contra o Grêmio é um atestado de total e completa incompetência. Pode voltar pra Itaquera tranquilo, ninguém quer. 

Renatinho e Aguirre lideram o top decepções de contratados. O primeiro sequer tem condições físicas de jogar futebol: chinelinho constante no DM, sem nenhuma lesão grave, mas sem conseguir atuar mais que 3 jogos seguidos em toda a temporada. O segundo, que veio num hype absurdo da torcida, foi mais expulso do que fez gols. Disse que era centro avante, mas parece se perder em campo na posição; os vídeos dele no Nacional mostraram o cara vindo pela direita do ataque sempre, mas rendeu ainda pior atuando pelos lados. Ambos tem muito a melhorar pra justificar oportunidades em 2019.

2 - "Treinadores"
Aspas fortíssimas nessa colocação, porque chamar de treinador a energúmenos como Felipe Tigrão e Paquetá é ofender a classe. 

Felipe não era técnico nem do sub20, e por alguma razão algum retardado achou que era o melhor nome pra treinar um elenco desmotivado e paneleiro na pré-temporada. Barato que saiu caro: Rendimento pífio no Carioca sob sua tutela, eliminação VERGONHOSA na 1ª fase da Copa do Brasil pra um time que nem existe na fila do pão. Dá pra ter noção do quanto de dinheiro o Botafogo DEIXOU DE CONSEGUIR com isso? Em plena crise financeira, isso é INADMISSÍVEL. 

Paquetá foi igualmente inútil. Da mesma forma que antes, algum retardado achou que trazer um sujeito que não treinava brasileiro há 10 anos e que o máximo da carreira tinha sido o Avaí, é de uma imbecilidade que não cabe no papel nem no blog. Paquetá conseguiu apenas uma vitória contra a fraca Chapecoense, no sufoco. O time foi massacrado em todos os sentidos possíveis, ficando claro que o elenco não entendia o que o diabo do treinador queria, e já jogava de sacanagem. Se fosse o Zé Ricardo desde o começo, estávamos na Libertadores. Pelo menos 6 ou 7 pontos foram perdidos com essa aventura idiota. 

3 - O pior DM do mundo
Anos atrás, ainda na gestão do dentista, investimentos pesados em equipamento de qualidade para o DM foram feitos. Essa iniciativa foi ampliada com o CEP. Só faltou combinarem de contratar também PROFISSIONAIS pra lidar com isso. Ano após ano, seguimos tendo problemas com lesões de jogadores importantes. Boa parte da queda de performance do Jefferson veio por razão dessas situações nos últimos anos, aonde não bastava ter a lesão; nossos médicos eram burros e incompetentes, piorando os quadros dos atletas. 
O problema seguiu neste ano: À exceção de João Paulo (que foi lesão grave), perdemos peças essenciais por muito mais tempo que o previsto. Jeff e Gatito foram desfalques que, como já mencionado, nos custaram a Sula. Kieza, Luiz Fernando e Valencia também tiveram alguns problemas na temporada, com mais frequência que o esperado. Renatinho deveria ter sido diagnosticado como incapaz desde abril. Marcos Vinícius montou acampamento no DM e não consegue mais atuar. 
O Botafogo precisa trocar sua equipe médica PRA ONTEM. Precisamos de profissionais DE VERDADE. Não há clube que consiga manter padrão perdendo atleta toda partida. 

4 - Senhores displicência
Nesta lista dá pra incluir praticamente todos os reforços que não vingaram, já citados. Mas eu gostaria de destacar 3 atletas que, individualmente, poderiam ter rendido MUITO MAIS se fossem concentrados e mais sérios. 

O primeiro é o Lindoso, símbolo do atleta que não pode ser elogiado que sobe no sapatinho. Sua qualidade de passe é inegável e tem boa presença aérea, além de exercer alguma liderança no grupo. Mas se desliga das partidas com muita facilidade, errando passes e posicionamento, abandonando seu posto pra atacar e retornando a passo de tartaruga. Causou asco na torcida em diversas ocasiões, perdendo pênaltis e gols feitos ou simplesmente por estar andando em campo sem contribuir com nada e NÃO SER SUBSTITUÍDO. Seu carisma se impõe sobre os técnicos, pelo que parece. Se é assim, que fique mais ligado de sua importância em campo, ou peça pra sair.

Depois, vem o Moisés. Chegou voando, distribuindo caneta e lençol. De fato, é um dos laterais mais técnicos que já tivemos nos últimos 10 anos (lembra o Joílson, inclusive). Mas Moisés parece não ter noção do momento pra distribuir drible. Perdeu-se a conta da quantidade de bolas que deu no pé do adversário ou perdeu de bobeira por inventar moda perto da área. Sem mencionar a quantidade de gols que saíram nas suas costas, por correr errado na fase defensiva. O momento de ápice da displicência foi quando meteu na cabeça que deveria roubar a vez do Pimpão bater pênalti contra o Bahia, e praticamente ROLAR a bola ao goleiro oponente. Mereceu o banco que tomou, e embora tenha retomado posição, precisa crescer muito em termos de maturidade pra merecer a negociação por sua estadia.

Mas não podia haver outro campeão da displicência que não o aposentado Luís Ricardo. Não basta não conseguir assumir sua clara incapacidade física pra seguir na série A. LR atuou em muitas partidas neste ano, sem em nenhuma sequer vislumbrar o lateral que foi em 2016 e meados de 2017. Mais que isso: foi responsável direto por DIVERSOS GOLS que o time sofreu. Não sabe mais marcar, não consegue mais apoiar, e perdeu a raça. Um desperdício de salário ocupando o DM de vez em quando. Aposenta ou sai, sanguessuga!

Menção honrosa de displicência à Pimpão, Kieza e Brenner. Não estão no top3 porque sabemos que seus milhares de gols perdidos se devem mais à ruindade natural dos 3 do que de fato comprometimento. Mas teriam facilitado a vida do time em inúmeras ocasiões se tivessem mais pontaria. 

5 - Caos na presidência
É simplesmente inacreditável que um presidente e seu vice tenham uma gestão quase exemplar (pelo menos um 7 de 10, dadas as condições) e, ao inverterem seus papéis, tenham um primeiro ano MUITO RUIM (nota 4 pra baixo). 
Algum racha aconteceu entre CEP e Mufarrej, isso pra mim é fato. Mas, especulações à parte, o fato é que a diretoria do clube deu muito passo em falso, e ainda assim pisou na lama. Todos os problemas com treinadores são culpa de quem tomou a decisão. Todas as contratações e vendas mal negociadas são culpa de quem assina o papel. Os gênios se acharam no direito de renovar com os aposentados LR e Dudu Cearense. A troco de quê? Contribuíram aonde?
A dívida não foi bem equacionada neste ano, e repito, é inexplicável que tenha sido assim tendo as mesmas mentes que estavam lidando com isso envolvidas na decisão. O adiantamento de cotas de TV de 2019 foi um erro tremendo, e ainda fomos forçados a aceitar a venda do Matheus a preço de banana (pelo que parece) pra pagar salário atrasado, coisa que não rolava desde 2014. Tem alguém metendo a mão aonde não devia...
Quem salvará o Botafogo de seus políticos hipócritas?

Enfim. O que você acha, caro leitor corneta? Algo mais pra elogiar ou pra tacar pau? Deixe seu comentário. 
No próximo post, as expectativas pra 2019.