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sábado, 22 de dezembro de 2018

Fim de ano, Parte 2: O que esperar para 2019

Mantendo a sequência dos trabalhos, passemos agora aos pontos de expectativa de nós, torcedores botafoguenses, em relação ao ano que vem. Vou abordar alguns eixos principais, e tentando incorporar tanto projeções realistas com os sinais dados até o momento, quanto com desejos pessoais. 

1 - A questão financeira
Não é segredo pra ninguém que a coisa está feia nos cofres do Botafogo, mesmo com a melhoria nos últimos anos. Entretanto, esse ano tivemos uma queda de performance nesse sentido, já abordada no post anterior. Há muito por fazer, e um time pra renovar e reforçar para a próxima temporada, e já sabendo que teremos menos dinheiro de TV e talvez a Caixa pare de patrocinar. Eis que surgiu, como um presente divino, a possibilidade de entrada dos Moreira-Salles na gestão do futebol do clube. 

É muito difícil cravar qualquer coisa agora, especialmente porque em geral estamos acostumados com banqueiros subindo nas costas do necessitado. Entretanto, pelas declarações dadas tanto pelos irmãos quanto pela diretoria do Botafogo, parece que o acordo virá em termos bons ao clube, respeitando nossa identidade e valores, sem privatizar o clube como propriedade de meia dúzia que faz o que dá na telha. Serão necessárias mudanças no estatuto, e as coisas parecem se encaminhar para uma real profissionalização da gestão do Botafogo, possibilitando assim atração de investimentos e um salto maior rumo às glórias do futuro. 

Se as coisas se mantiverem neste rumo, nos termos que têm sido ventilados, a entrada dos Moreira-Salles pode ser SIM muito benéfica ao clube. Mas temos que esperar pra ver.

2 - Melhorando o elenco
A barca já está zarpando com muitos nomes realmente dispensáveis a nós. Alguns demoraram (como LR e Dudu), outros não duraram uma temporada (Marcelo ruim e João Pedro), e tem até aqueles que talvez pudessem tentar de novo (Brenner), mas é muito bom que vão embora. O problema é a saída do Matheus, que não necessariamente fará com que o Erik permaneça (e isso é essencial). Precisamos segurar Rabello, Gatito e João Paulo o máximo possível. Não sei afirmar se a tal troca do Caio Alexandre (base) com o Corinthians pra ficar com Jean e Moisés é boa, mas que precisamos do Jean é fato. 

Na reposição, precisamos de qualidade, e que caiba no orçamento. Cavalieri foi um bom tiro, se estiver ganhando o compatível a um goleiro já meio velho e reserva. Ferrareis é uma aposta. A diretoria prometeu bons nomes, provavelmente já visando a questão de atração de investimentos e marketing. Tréllez, do São Paulo, é alvo de empréstimo. Não sei se vale à pena. 

As posições que estão carentes são: zagueiro (reserva que tenha nível pra assumir se o Rabello for embora), laterais (um pra cada, tem que pelo menos disputar posição), um volante marcador (2 caso Jean não fique), um meia lúcido, um ponta e um centro avante. Podemos preencher algumas dessas posições com a base: Traz o Kanu de volta pra ser zaga reserva, sobe o Wenderson e traz de volta o Leandro Carvalho. Eu focaria, no mercado, em laterais baratos, um bom meia e um centro avante minimamente competente. Não há muitas opções de qualidade, mas eu iria fazer uma limpa nos times que subiram agora na medida do possível.

3 - Competições pra tentar título
Carioca, óbvio. Serve pra experimentar? Sim. Mas tem que entrar com titular, mesmo que não tenha pudor de poupar, ou mesclar, tem que começar com o que tiver de melhor. Precisamos de ritmo de jogo pra entrosar logo, pois a Copa do Brasil e a Sulamericana começam cedo. Justamente nessas competições que devemos focar. E isso depende MUITO do item anterior, pois o nosso elenco esse ano só se safou do rebaixamento porque teve folga pra se dedicar somente ao Brasileiro depois de ser eliminado da Sula

A Copa do Brasil está mais difícil, mas cada fase avançada é mais dinheiro, então ao menos nas quartas seria ótimo chegar. A Sula é possível mirar título, a depender do time que será montado. Realmente dá pra pensar. O nível técnico dos times gringos na competição é muito baixo, geralmente. Só precisamos de sorte no cruzamento, pra evitar brasileiros.

Brasileirão tem que ser encarado como rota alternativa pra Libertadores em caso de fracasso na Copa do Brasil ou Sula. Portanto, se pensar em título é uma realidade distante, G6 tem que ser tratado como prioridade, e o time precisa ter força pra brigar nas 3 frentes, ou é mais uma temporada sem brilho. 

4 - Comportamento da torcida
A diretoria ofereceu descontos na renovação aos sócios há mais de 2 anos em dia, buscando mais fidelidade. Assim, reduz-se a margem de sócios voláteis, que caem fora na fase ruim. Isso foi uma sacada esperta. Mas agora a torcida precisa matar no peito uma questão da qual se esquiva ao longo do ano: PRECISAMOS ESTAR MAIS PRESENTES DURANTE O BRASILEIRO. 

Não estou falando apenas de estar no estádio, nem entenda isso como uma cobrança ao torcedor que tem dificuldade pra chegar lá ou não tem dinheiro. Estou falando do torcedor que puder dar o máximo de contribuição: Se pode, VÁ AO ESTÁDIO. COMPRE SEU PACOTE DE SÓCIO. COMPRE PRODUTOS DO BOTAFOGO. Cada centavo conta, cada grito de incentivo conta. Na reta final do brasileiro, a torcida deu show mais uma vez e o time emplacou a sequência que precisava. O torcedor alvinegro já se comporta dessa forma sempre que aperta pro time ou sempre que é algo de mata mata. Mas ainda não aprendemos, pelo visto da média geral, a lidar com o Brasileirão da mesma forma. Se toda partida de Brasileirão o espírito for de Libertadores, nossos cofres e nosso time vão render MUITO MAIS! 

Torcida precisa encarnar seu pique de Libertadores também no Brasileiro, e não só na reta final. Fonte: SBN. 

É isso. O próximo post de fim de ano será pra se divertir um pouco. Saudações alvinegras!

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