Esporte na língua do povo, sem rabo preso e sem modismo, no amor e ódio eterno do torcedor raiz.

sexta-feira, 1 de março de 2019

No embalo de Érik, fevereiro foi 11!

Olá galera corneta! Não é possível começar este texto de forma diferente que não exaltando a grande fase do nosso camisa 11, que vem jogando o fino. Sua presença e vontade em campo, aliadas à qualidade técnica já muito bem conhecida de todos nós botafoguenses, foram aspecto essencial da guinada de rendimento incrível do time neste mês passado de fevereiro. 

Erik leva a mão ao rosto ao comemorar seu segundo gol na vitória do Botafogo sobre o Cuiabá Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo
Erick comemorando seu 2º gol contra o Cuiabá. Fase é maravilhosa, e jogador já faz a torcida montar vaquinha pelo seu passe. Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo. Fonte: O Globo. 

Pra relembrarmos, o time foi eliminado precocemente da Taça Guanabara, resultando numa péssima situação pra se reverter agora no Estadual (de modo que, ou vence a Taça Rio, ou faz uma pontuação mágica nos turnos - sendo que já perdeu 2 pontos num clássico contra o Vasco, aonde jogamos melhor e merecíamos a virada). Porém, Zé Ricardo encontrou a mão do time, parando seus testes com peças incapazes ou descompromissadas (FINALMENTE O LEANDRO CARVALHO TOMOU RUMO! Não suporto jogador sanguessuga, que seja feliz no mediano Ceará e lá fique). 

A evolução técnica se deu, entre outras razões, pelo retorno de Érik, liberado do Palmeiras, e o melhor entrosamento que o time adquiriu no meio campo com Jean, Alex Santana - esse merece capítulo à parte também - e recentemente, nosso anão Leo Valencia, com Pimpão atingindo seu pico técnico pelo espírito do mata mata. Além, é claro, da nossa revelação do momento: Jonathan. Que PUTA lateral é esse garoto. Personalidade, velocidade, boa marcação. E tem recurso técnico, embora ainda esteja tímido pra chegar mais ao ataque. 
A bem da verdade, as lesões de João Paulo e Carli não estão sendo sentidas (até o momento), em função da grande fase de Santana e Marcelo, além da chegada recente do polivalente Cícero. 

Com essa boa maré, avançamos na Sulamericana contra o adversário mais perigoso possível, o surpreendente Defensa y Justicia, até então invicto há sei lá quanto tempo e líder do campeonato argentino. 1 a 0 em casa com gol do Érik ao último minuto (num jogo castigado pela chuva torrencial, e, adivinhem: gramado drenado e Nilton Santos de pé. Paes, Assunção e cia precisam ressarcir o Botafogo PRA ONTEM pela maracutaia que fizeram), 3 a 0 fora com Érik decidindo, Pimpão jogando uma barbaridade e Alex Santana fazendo uma puta pintura que nem Pelé fez. Detalhe, ele já tinha feito outro golaço antes no jogo contra o Campinense pela Copa do Brasil, 1ª fase. Alex tem demonstrado categoria para dar passes e finalizar. Na fase em que se encontra, João Paulo e Cícero vão ficar um tempo a mais no banco.


Geralmente, quando fazem esse gol, é uma bola relativamente forte, mas muito mais colocada. Santana acertou um PETARDO da casa do caralho. Fantástico. 

Quarta agora foi contra o Cuiabá, uma ótima equipe do Mato Grosso, que impôs bastante dificuldade ao Botafogo. Mas também, o regulamento da fase e a forma com que jogamos exigia dos nossos adversários a postura que foi adotada: Impedir a saída de bola com boa marcação adiantada, tentar o gol e ficar fechado depois. Com as boas saídas de Bochecha (depois que acordou pro jogo) e Valencia, encontramos Érik pra abrir o placar. No segundo tempo, jogo típico de Botafogo vencendo: fechado pra caralho, dando chance pro adversário, mas esperando 1 contra ataque pra matar. Matamos em 2, 3 a 0 e torcida na lua de mel. Já detalho notas, pois fui ao jogo. 

Cabe dizer que obviamente ainda há espaço pra melhora. Luiz Fernando, Marcinho e Kieza atravessam fases terríveis. Os dois primeiros são recuperáveis. Luiz Fernando ainda pode ser isentado em certo grau, já que foi improvisado no meio campo (função que claramente não sabe exercer) durante o tempo de recuperação de Valencia, e foi pro banco quando o chileno retornou. Se melhorar na parte tática, Luiz Fernando poderia barrar Pimpão, já que é mais técnico. Marcinho parece seguir completamente perdido no esquema tático, não sabendo se posicionar na defesa e se ausentando demais do ataque. A situação é dramática porque não possui um reserva, mesmo que fosse pra fazer sombra. Kieza sempre foi limitado, mas está ainda mais irritante e desperdiçou muitos gols nos últimos jogos, tornando partidas mais complicadas. Com as dispensas de Aguirre (não quis tentar se redimir do péssimo começo, é uma grande decepção) e Brenner (eu ainda seguraria, depender só de Kieza é dose), é o único rodado que pode cumprir a função, e se vira como pode. Mas, como já disse, é extremamente limitado e a fase não está ajudando. 

Em outras palavras, para que o time tenha condições de sonhar mais alto na Copa do Brasil, Sula e Brasileiro, precisamos de alguns reforços pontuais. Um armador, dado que Valencia é o único de origem na posição e tanto Cícero quanto João Paulo são lentos pra jogar na função; um lateral direito pra assustar o Marcinho; e por fim um centro avante de peso, e a possível contratação do Diego Souza seria FANTÁSTICA nesse caso. Sim, ele é um garoto-problema. MAS, com sua situação atual técnica, seu desejo de brilhar novamente e seu carinho pelo Rio, seria a principal peça num time taticamente acertado para o atacante resolver. Pode dar muito certo, e assim esperamos. Se o cara vier, e eu tivesse todas as peças do Botafogo disponíveis pra escalar, eu faria um 4-2-1-3, assim:

                                                                   Gatito

   Marcinho             Carli/Marcelo                        Gabriel                 Jonathan

                                                          Jean
                                                                                           Alex Santana
                                          Valencia

Pimpão/Luiz Fernando                     Diego Souza                                 Érik

As opções duplas são em função da fase técnica. Valencia é o único meia disponível, e não dá pra ter Cícero e João Paulo nesse meio, reduziria demais a velocidade. Seriam ótimos reservas com possibilidade de mudar o jogo, assim como Bochecha e Ferrareis.                                 
Vamos às notas de quarta!

GATITO - 6
Pouco exigido de fato, quando foi necessário, mostrou a segurança de sempre.

MARCINHO - 5
Segue incrivelmente perdido em campo, na defesa e no ataque. Conseguiu participar da jogada do primeiro gol, e só.

MARCELO - 7
Começou arriscando passes desnecessários e precipitados pela marcação avançada do adversário. Depois, se encontrou em campo junto com o time, fez ótimas intervenções e quase fez o seu gol. 

GABRIEL - 6,5
Combateu bem, não teve culpa nos lances de perigo do Cuiabá.

JONATHAN - 6
Uma partida um pouco mais discreta dessa vez, mas sem comprometer. 

BOCHECHA - 6,5
Sofreu no começo com a marcação adiantada e a forte chuva. Porém, passados 20 minutos, deu bons passes, fazendo uma ótima saída de jogo e interceptou bolas importantes. Saiu com o time em vantagem, pra que se reforçasse a marcação. 

ALEX SANTANA - 6,5
Assim como o resto do time, começou mal e inventando moda. Depois, encaixou bem a marcação e errou pouco. Saiu quando estava crescendo no jogo, achei errada sua substituição.

LEO VALENCIA - 6,5
Ainda está recuperando o melhor ritmo e tempo de bola, então é normal que erre. Apesar disso, fez alguns bons passes, incluindo a ótima assistência para o primeiro gol. Estava exausto no segundo tempo, poderia ter sido substituído. 

PIMPÃO - 7,5
Está iluminado pelo espírito Libertadores mais uma vez. Começou errando no ataque, mas depois foi essencial na recomposição, puxou o contra-ataque que levaria no seu segundo gol, e ainda sofreu o pênalti do terceiro. Que siga assim!

ÉRIK - 8
Foi o único jogador do time que esteve bem durante toda a partida. Nos primeiros minutos, era o único que criava jogadas. Depois, além da criação, ajudou muito na marcação, meteu um gol de centro avante e fez o de pênalti. Pela moral que está, é possível que tenha virado o cobrador oficial. E de fato, ele bate bem!

KIEZA - 6
Dentro de suas limitações, arrumou 7 ou 8 faltas para o Botafogo na saída de jogo ou contra-ataque. Lutou o que podia, sem receber muitos passes, e quase fez um gol de bike! Mostrou alguma melhora em comparação às partidas anteriores. 

JEAN - 5,5
Entrou pra marcar, mas pareceu bastante afobado. Deu uma entrada criminosa no atacante cuiabense, que deveria ser punida com vermelho. Fez algumas outras faltas bobas. Precisa se acalmar. 

CÍCERO - 6
Entrou pra ganhar ritmo, e soube valorizar a posse de bola com passes de qualidade. Entretanto, teria sido melhor se tivesse entrado no lugar de Valencia, que estava cansado. 

LUIZ FERNANDO - 5,5
Entrou no lugar do exausto Kieza, pra aumentar a velocidade do contra-ataque. A bem da verdade, pouco pegou na bola. Só não ferrou o time, então ok. 

ZÉ RICARDO - 6
Escolheu bem ao colocar o Bochecha em campo desde o começo, mas correu risco demais fazendo ele ocupar a cabeça de área. Teria sido melhor poupar Alex Santana, pra deixar Bochecha jogando na posição de origem. O time conseguiu se ajustar a isso e sair com a vitória parcial no primeiro tempo. Nas substituições, conservou Bochecha da chance de errar com o time mais fechado e trouxe Jean. Com a forma que o time se apresentava, teria sido melhor manter Santana e tirar Valencia, que claramente havia caído de rendimento. O time ficou bem lento a partir da saída de Santana, mas a ineficiência cuiabense nos permitiu manter a posse e esperar a brecha pra matar. 

No mais é isso. Vamos aguardar pelo desfecho da novela Diego Souza. É uma contratação urgente, e que teria impactos positivos em todos os setores do clube. A torcida teria um jogador cascudo e de personalidade, o elenco teria um salto de qualidade, Zé Ricardo teria mais opções....vamos ver. 
Saudações alvinegras! Que o seu Carnaval seja tão bom quanto o mês de fevereiro foi pro Botafogo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário