Esporte na língua do povo, sem rabo preso e sem modismo, no amor e ódio eterno do torcedor raiz.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Fim de ano, Parte 3: Tirando sarro dos rivais e desafetos

Achou que a parte 3 ia ser aquele feeling natalino, é? Achou ERRADO, otário!

Com perdão da apropriação do mene, todo botafoguense precisa, no fim de ano, dar umas risadas de todos aqueles que se colocaram como nossos rivais ou inimigos. E principalmente desses últimos. Ter rival faz parte do futebol e é o que dá graça; ter inimigo é um acontecimento à parte. 
Caro corneteiro não botafoguense, seu time também tem inimigos declarados. Se você não lembra de cara, pergunte com seus irmãos de camisa sobre ex-atletas ingratos, treinadores traíras, dirigentes ladrões, jogadores que esnobaram o clube sem motivo, etc. Com certeza a lista é longa, pra qualquer um.

Vamos primeiro atentar aos rivais. Nenhum sofreu mais na nossa mão esse ano do que o Flamengo. Começaram o ano em cima da gente, tirando sarro pra caralho, atropelando em campo. 
Mas justamente nos momentos em que tava decidindo alguma coisa importante, o Botafogo foi lá dissipar as aspirações rubro-negras (aspirações, sacou? kkkk). Luiz Fernando meteu o cheirinho e calou o Maraca na semi do Carioca. Erik e Valencia comandaram um verdadeiro baile no primeiro tempo do Nilton Santos, no jogo que praticamente selou o título do Palmeiras e nos colocou muito isolados do rebaixamento. 

Opa LF, sentindo cheiro de quê? HAHAHAHAHA Foto: Vitor Silva/Botafogo/SS Press. Fonte: Superesportes - MG. 

Eles ganharam mais jogos entre nós se não erro a conta, mas os jogos chave foram nossos. No primeiro até nos agradeceram, pois o resultado culminou na demissão do Carpegiani. Mas no segundo caso, a raiva flamenguista era impagável. Verdade seja dita, não fomos nós que criamos a história do cheirinho como piada (eles criaram para exaltar a si próprios na ideia de que estavam sentindo cheiro de título, e daí ao não serem campeões viram o Palmeiras fazer virar piada em 2016), mas talvez sejamos os primeiros que puderam usar a piada do cheirinho com a moral de ter sido o responsável direto pela situação. Não a toa, a raiva deles foi braba kkkk
Aquela vitória nos deu a moral necessária pra engatar mais 2 e meter a vaga na Sulamericana. Importantíssima. 

O Fluminense não poderemos zoar esse ano infelizmente. Houve certo equilíbrio de resultados, mas no geral jogaram melhor nesses confrontos, e também não decidimos nada de relevante contra os mesmos pra valer a pena a piada. Esse ano escaparam!

Mas o Vasco....ahhhhh, esse deu o que falar também. A começar pelo roubo descarado no primeiro clássico, com o Rildo não sendo expulso e ainda gol impedido. Ali deu um ranço, que lembrou aqueles 2 cariocas (2015, 2016) de vice pra eles. Fomos devidamente vingados no final, com aquele golzinho salvador e calador de bocas aos 50 do 2º tempo. Gatito sendo Gatito nos pênaltis, taça na conta. 

SÓ ACABA QUANDO TERMINA, OTÁRIO KKKKKKKKK

Focando nos desafetos, peço um depósito de risadas coletivas para, mais do que quaisquer outras pessoas, a dupla dinâmica:

Jair Everest e Roger Mercenário - A dupla de ingratos que tumultuou e destruiu a reta final do Botafogo 2017, com conformismo e picaretagem, pagou e MUITO pela mesquinhez. 

Roger, que fez fama em cima do Botafogo e da exposição da própria filha, se catapultou para o Internacional achando que seria tratado como craque. Lá, com concorrência minimamente competente na posição, se estrepou e logo virou um não-relacionado. 

Nesse meio tempo, o Sr. Everest treinava bem mal o Santos. Ficou escancarado que não tem capacidade pra lidar com táticas e atletas que não permitam jogar retrancado. O time de meninos da Vila, que só sabe jogar pra frente, virou uma baderna (e ainda assim chegou a se classificar na Libertadores, tão baixo foi o nível do grupo). Não tardou até a demissão bater.

Foi então contratado por um desesperado e desmontado Corinthians, que de fato poderia jogar no seu esquema. O máximo que Everest conseguiu foi eliminar o Flamengo da Copa do Brasil, pra depois ser vice do Cruzeiro ainda mais retrancado de Mano Menezes. Detalhe: Jair não conseguiu conter seu amorzinho pelo Roger, e o trouxe do Inter para o Corinthians. Resultado? Só acelerou o desespero da diretoria corintiana pra trazer Fábio Carille de volta das arábias. 

Jair e Roger são dois carniceiros incompetentes, que abdicaram do respeito que recebiam e boa fase que usufruíam por poucos trocados a mais. BEM FEITO, SEUS MERDA! TEM QUE SE FODER MESMO!

Imagem exclusiva de Jair Ventura escalando o Everest em 2018. O Sr Roger não sobreviveu à jornada. 

Outro que merece um chuva de piadas é o Sr Rafael Moura, vulgo He-man. Ou He-rebaixa. A desgraça recebeu oferta pra ser titular do Botafogo e recusou pra jogar no América-MG??? HAHAHAHAHAHHAHAH É muita burrice. Mesmo que o Coelho pagasse o dobro, era burrice. O idiota fez um campeonato pífio, e não apenas foi rebaixado como é o maior vilão do episódio do rebaixamento: Abdicou de bater o pênalti contra o Fluminense que poderia definir a salvação do América. Aí foi lá um desengonçado qualquer e bateu pra perder. FROUXO! HAHAHAHA E pior que agora é o jogador recordista de rebaixamento da série A nos pontos corridos. PASSE LONGE DO BOTAFOGO, SEU AZARADO!

Há muitos outros desafetos recentes, mas alguns ainda não sofreram os efeitos da nossa conhecida praga botafoguense. Mas não tem pressa, ela sempre pega. 

Amigo alvinegro, faltou alguém dos nossos inimigos pra dar risada? Comente e faça bom proveito dessas lembranças. "Ah mas que feio rir da desgraça alheia" - se tu pensa isso tá assistindo futebol errado, cara. Futebol tu seca o rival SIM, tu ri da desgraça SIM e se não rir tá errado. 

É isso. Bom Natal, boas festas, um ótimo 2019 a todos. Botafogo ou não, quase todos merecem!

sábado, 22 de dezembro de 2018

Fim de ano, Parte 2: O que esperar para 2019

Mantendo a sequência dos trabalhos, passemos agora aos pontos de expectativa de nós, torcedores botafoguenses, em relação ao ano que vem. Vou abordar alguns eixos principais, e tentando incorporar tanto projeções realistas com os sinais dados até o momento, quanto com desejos pessoais. 

1 - A questão financeira
Não é segredo pra ninguém que a coisa está feia nos cofres do Botafogo, mesmo com a melhoria nos últimos anos. Entretanto, esse ano tivemos uma queda de performance nesse sentido, já abordada no post anterior. Há muito por fazer, e um time pra renovar e reforçar para a próxima temporada, e já sabendo que teremos menos dinheiro de TV e talvez a Caixa pare de patrocinar. Eis que surgiu, como um presente divino, a possibilidade de entrada dos Moreira-Salles na gestão do futebol do clube. 

É muito difícil cravar qualquer coisa agora, especialmente porque em geral estamos acostumados com banqueiros subindo nas costas do necessitado. Entretanto, pelas declarações dadas tanto pelos irmãos quanto pela diretoria do Botafogo, parece que o acordo virá em termos bons ao clube, respeitando nossa identidade e valores, sem privatizar o clube como propriedade de meia dúzia que faz o que dá na telha. Serão necessárias mudanças no estatuto, e as coisas parecem se encaminhar para uma real profissionalização da gestão do Botafogo, possibilitando assim atração de investimentos e um salto maior rumo às glórias do futuro. 

Se as coisas se mantiverem neste rumo, nos termos que têm sido ventilados, a entrada dos Moreira-Salles pode ser SIM muito benéfica ao clube. Mas temos que esperar pra ver.

2 - Melhorando o elenco
A barca já está zarpando com muitos nomes realmente dispensáveis a nós. Alguns demoraram (como LR e Dudu), outros não duraram uma temporada (Marcelo ruim e João Pedro), e tem até aqueles que talvez pudessem tentar de novo (Brenner), mas é muito bom que vão embora. O problema é a saída do Matheus, que não necessariamente fará com que o Erik permaneça (e isso é essencial). Precisamos segurar Rabello, Gatito e João Paulo o máximo possível. Não sei afirmar se a tal troca do Caio Alexandre (base) com o Corinthians pra ficar com Jean e Moisés é boa, mas que precisamos do Jean é fato. 

Na reposição, precisamos de qualidade, e que caiba no orçamento. Cavalieri foi um bom tiro, se estiver ganhando o compatível a um goleiro já meio velho e reserva. Ferrareis é uma aposta. A diretoria prometeu bons nomes, provavelmente já visando a questão de atração de investimentos e marketing. Tréllez, do São Paulo, é alvo de empréstimo. Não sei se vale à pena. 

As posições que estão carentes são: zagueiro (reserva que tenha nível pra assumir se o Rabello for embora), laterais (um pra cada, tem que pelo menos disputar posição), um volante marcador (2 caso Jean não fique), um meia lúcido, um ponta e um centro avante. Podemos preencher algumas dessas posições com a base: Traz o Kanu de volta pra ser zaga reserva, sobe o Wenderson e traz de volta o Leandro Carvalho. Eu focaria, no mercado, em laterais baratos, um bom meia e um centro avante minimamente competente. Não há muitas opções de qualidade, mas eu iria fazer uma limpa nos times que subiram agora na medida do possível.

3 - Competições pra tentar título
Carioca, óbvio. Serve pra experimentar? Sim. Mas tem que entrar com titular, mesmo que não tenha pudor de poupar, ou mesclar, tem que começar com o que tiver de melhor. Precisamos de ritmo de jogo pra entrosar logo, pois a Copa do Brasil e a Sulamericana começam cedo. Justamente nessas competições que devemos focar. E isso depende MUITO do item anterior, pois o nosso elenco esse ano só se safou do rebaixamento porque teve folga pra se dedicar somente ao Brasileiro depois de ser eliminado da Sula

A Copa do Brasil está mais difícil, mas cada fase avançada é mais dinheiro, então ao menos nas quartas seria ótimo chegar. A Sula é possível mirar título, a depender do time que será montado. Realmente dá pra pensar. O nível técnico dos times gringos na competição é muito baixo, geralmente. Só precisamos de sorte no cruzamento, pra evitar brasileiros.

Brasileirão tem que ser encarado como rota alternativa pra Libertadores em caso de fracasso na Copa do Brasil ou Sula. Portanto, se pensar em título é uma realidade distante, G6 tem que ser tratado como prioridade, e o time precisa ter força pra brigar nas 3 frentes, ou é mais uma temporada sem brilho. 

4 - Comportamento da torcida
A diretoria ofereceu descontos na renovação aos sócios há mais de 2 anos em dia, buscando mais fidelidade. Assim, reduz-se a margem de sócios voláteis, que caem fora na fase ruim. Isso foi uma sacada esperta. Mas agora a torcida precisa matar no peito uma questão da qual se esquiva ao longo do ano: PRECISAMOS ESTAR MAIS PRESENTES DURANTE O BRASILEIRO. 

Não estou falando apenas de estar no estádio, nem entenda isso como uma cobrança ao torcedor que tem dificuldade pra chegar lá ou não tem dinheiro. Estou falando do torcedor que puder dar o máximo de contribuição: Se pode, VÁ AO ESTÁDIO. COMPRE SEU PACOTE DE SÓCIO. COMPRE PRODUTOS DO BOTAFOGO. Cada centavo conta, cada grito de incentivo conta. Na reta final do brasileiro, a torcida deu show mais uma vez e o time emplacou a sequência que precisava. O torcedor alvinegro já se comporta dessa forma sempre que aperta pro time ou sempre que é algo de mata mata. Mas ainda não aprendemos, pelo visto da média geral, a lidar com o Brasileirão da mesma forma. Se toda partida de Brasileirão o espírito for de Libertadores, nossos cofres e nosso time vão render MUITO MAIS! 

Torcida precisa encarnar seu pique de Libertadores também no Brasileiro, e não só na reta final. Fonte: SBN. 

É isso. O próximo post de fim de ano será pra se divertir um pouco. Saudações alvinegras!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Fim de ano, Parte 1: Altos e baixos de 2018

Olá, amigos e amigas cornetas!  Fazia tempo da última postagem, mas vocês sabem como é fim de ano. Sempre muita coisa pra resolver. 

Esse será o primeiro de uma série de posts que resolvi fazer antes que virássemos o ano. A ideia é discutir um pouco sobre os pontos altos e baixos do ano, o que devemos/podemos esperar do Botafogo para 2019, além de outros pontos. Quero focar o saldo neste post. 

Primeiro, vamos aos pontos positivos. Verdade seja dita, não foi NEM DE LONGE um ano digno da grandeza do Botafogo, e MESMO considerando a péssima situação financeira em que estamos, poderia ter sido bem melhor. Dito isso, ainda assim, tivemos alguns momentos memoráveis (ou pelo menos agradáveis). Vamos a eles:

1 - O renascimento de Leo Valencia
O pequeno Valencia chegou de 2017 totalmente desacreditado. Com performance questionável em seu processo de adaptação, foi publicamente questionado pelo então técnico Jair Everest. À época, Everest tinha moral com a torcida. Com o tempo, provou-se que Jair estava passando pano para o motim do elenco e menosprezando sua responsabilidade na baixa performance do elenco, que resultou na não classificação pra Libertadores 2018. 
O que se viu desde então foi que Valencia decidiu assumir o protagonismo no meio, processo que foi acentuado com a lesão de João Paulo. Os números não mentem: Além de ter sido um dos principais artilheiros do time, foi o líder de assistências na temporada. Foi jogador ESSENCIAL para o título carioca e para a manutenção da equipe na série A. 

2 - A união em prol de dar o troco: Campeão Carioca
Após um primeiro turno ridículo de estadual, tomando baile e provocação do Flamengo, a chegada de Alberto Valentim ajudou a chacoalhar as energias do time. Após um clássico vergonhosamente roubado a favor do Vasco, aonde João Paulo foi covardemente lesionado pelo Rildo (e são lances como esse que atestam que jogador que lesiona outro tem que ser suspenso pelo mesmo período de recuperação previsto ao lesionado. Discordar disso é proteger perna de pau), o time pareceu se unir e motivar. Finalmente, parecia que tanto treinador como atletas não estavam gostando de ser chacota. 
A melhora de desempenho no segundo turno foi impressionante, e fomos à forra com estilo. Na semifinal geral, calamos um Maraca lotado de flamenguistas ainda no primeiro tempo, deixando claro quem é que fica só no cheirinho no Rio. Na final, o troco merecido no Vasco, mesmo com todo o sofrimento até os últimos minutos. Valentim zarparia o barco por ganância pouco depois, mas mostrou que aquele elenco podia SIM competir mais. E mais uma taça nunca é demais!

RESPEITA! Campeão carioca dando o troco em todo mundo. Foto: Vitor Silva/Botafogo/SS Press. Fonte: Extra. 

3 - Zé Ricardo
Ele pode não ser um santo milagreiro, nem o melhor treinador do mundo. Mas ele entende que o Botafogo PODE e DEVE competir melhor. Zé, assim como Valentim (digno de menção honrosa), soube trazer o brio do time de volta, e após algumas rodadas de experimentação, encontrou sua formação ideal. Com luta, foco e uma sequência de rendimento digno de título, o Botafogo arrancou do perigo da zona e chegou a cogitar Libertadores. Mais 5 rodadas, e era nossa. 

4 - A passagem de manto oficial: De Jeff a Gatito
Os dois foram essenciais na temporada em diferentes partidas. A falta de ambos foi igualmente sentida, e nos custou a possibilidade de avançar mais rumo ao título na Sulamericana. E, ao retornarem, foram igualmente ovacionados. A despedida de Jefferson foi de grandeza ímpar, reservada somente ao maiores ídolos. Gatito nos deu um título e a certeza de que podemos confiar que o cara resolve. Ele é um líder natural e, quem sabe, o próximo grande ídolo botafoguense. 

5 - Prata da casa resolve
Rabello foi o atleta mais regular do time na temporada. Superou Carli em performance técnica, e ainda foi artilheiro. Só foi suspenso em UMA partida durante todo o Brasileirão, atuando de cabo a rabo do campeonato. Sem dúvidas, é futuro selecionável. 

Marcinho finalmente deu o ar da graça, e apesar das oscilações (principalmente na parte defensiva), fez boa temporada e tem potencial pra se firmar na posição por mais anos. Pode gerar bom retorno de caixa.

Matheus Fernandes foi quem mais oscilou. Ainda assim, foi preciso nas roubadas de bola em muitas oportunidades, simplificando as jogadas pra saída de jogo. Foi vendido agora ao Palmeiras, em negociação meio questionável (se Erik não ficar, saiu muito barato), mas ao menos ainda temos parte dos direitos do atleta, que com certeza renderá mais em futura negociação.

Mas a revelação desse ano, pra mim, foi o Bochecha. A torcida em massa pode não ter percebido, ou surtado com os erros que ele chegou a cometer, mas qualquer observador atento notou que o garoto TEM bola. Sabe marcar, sabe dar um passe mais difícil (com boas viradas e visão de jogo), tem um ótimo controle de bola e drible de corpo, aliviando a saída na pressão do adversário. Tem todas as condições de evoluir muito.

Agora, vamos atentar para os pontos negativos, que fizeram muitas aparições este ano:

1 - Reforços inúteis
A lista aqui é longa: Alguém lembra, por exemplo, do João Pedro? O projeto de atleta que veio do Patético (assim será chamado doravante por mim, perdi o respeito pela entidade fascista e metida a moderninha) se atuou em 3 partidas, foi muito. E mal em todas.

Marcelo horroroso Santos, esse eu comemorei a lesão. Incapaz de dar passes, ruim pra marcar, lento pra raciocinar. 

Yago, que veio de empréstimo do Corinthians, parecia que ia dar liga, mas a lambança que fez contra o Grêmio é um atestado de total e completa incompetência. Pode voltar pra Itaquera tranquilo, ninguém quer. 

Renatinho e Aguirre lideram o top decepções de contratados. O primeiro sequer tem condições físicas de jogar futebol: chinelinho constante no DM, sem nenhuma lesão grave, mas sem conseguir atuar mais que 3 jogos seguidos em toda a temporada. O segundo, que veio num hype absurdo da torcida, foi mais expulso do que fez gols. Disse que era centro avante, mas parece se perder em campo na posição; os vídeos dele no Nacional mostraram o cara vindo pela direita do ataque sempre, mas rendeu ainda pior atuando pelos lados. Ambos tem muito a melhorar pra justificar oportunidades em 2019.

2 - "Treinadores"
Aspas fortíssimas nessa colocação, porque chamar de treinador a energúmenos como Felipe Tigrão e Paquetá é ofender a classe. 

Felipe não era técnico nem do sub20, e por alguma razão algum retardado achou que era o melhor nome pra treinar um elenco desmotivado e paneleiro na pré-temporada. Barato que saiu caro: Rendimento pífio no Carioca sob sua tutela, eliminação VERGONHOSA na 1ª fase da Copa do Brasil pra um time que nem existe na fila do pão. Dá pra ter noção do quanto de dinheiro o Botafogo DEIXOU DE CONSEGUIR com isso? Em plena crise financeira, isso é INADMISSÍVEL. 

Paquetá foi igualmente inútil. Da mesma forma que antes, algum retardado achou que trazer um sujeito que não treinava brasileiro há 10 anos e que o máximo da carreira tinha sido o Avaí, é de uma imbecilidade que não cabe no papel nem no blog. Paquetá conseguiu apenas uma vitória contra a fraca Chapecoense, no sufoco. O time foi massacrado em todos os sentidos possíveis, ficando claro que o elenco não entendia o que o diabo do treinador queria, e já jogava de sacanagem. Se fosse o Zé Ricardo desde o começo, estávamos na Libertadores. Pelo menos 6 ou 7 pontos foram perdidos com essa aventura idiota. 

3 - O pior DM do mundo
Anos atrás, ainda na gestão do dentista, investimentos pesados em equipamento de qualidade para o DM foram feitos. Essa iniciativa foi ampliada com o CEP. Só faltou combinarem de contratar também PROFISSIONAIS pra lidar com isso. Ano após ano, seguimos tendo problemas com lesões de jogadores importantes. Boa parte da queda de performance do Jefferson veio por razão dessas situações nos últimos anos, aonde não bastava ter a lesão; nossos médicos eram burros e incompetentes, piorando os quadros dos atletas. 
O problema seguiu neste ano: À exceção de João Paulo (que foi lesão grave), perdemos peças essenciais por muito mais tempo que o previsto. Jeff e Gatito foram desfalques que, como já mencionado, nos custaram a Sula. Kieza, Luiz Fernando e Valencia também tiveram alguns problemas na temporada, com mais frequência que o esperado. Renatinho deveria ter sido diagnosticado como incapaz desde abril. Marcos Vinícius montou acampamento no DM e não consegue mais atuar. 
O Botafogo precisa trocar sua equipe médica PRA ONTEM. Precisamos de profissionais DE VERDADE. Não há clube que consiga manter padrão perdendo atleta toda partida. 

4 - Senhores displicência
Nesta lista dá pra incluir praticamente todos os reforços que não vingaram, já citados. Mas eu gostaria de destacar 3 atletas que, individualmente, poderiam ter rendido MUITO MAIS se fossem concentrados e mais sérios. 

O primeiro é o Lindoso, símbolo do atleta que não pode ser elogiado que sobe no sapatinho. Sua qualidade de passe é inegável e tem boa presença aérea, além de exercer alguma liderança no grupo. Mas se desliga das partidas com muita facilidade, errando passes e posicionamento, abandonando seu posto pra atacar e retornando a passo de tartaruga. Causou asco na torcida em diversas ocasiões, perdendo pênaltis e gols feitos ou simplesmente por estar andando em campo sem contribuir com nada e NÃO SER SUBSTITUÍDO. Seu carisma se impõe sobre os técnicos, pelo que parece. Se é assim, que fique mais ligado de sua importância em campo, ou peça pra sair.

Depois, vem o Moisés. Chegou voando, distribuindo caneta e lençol. De fato, é um dos laterais mais técnicos que já tivemos nos últimos 10 anos (lembra o Joílson, inclusive). Mas Moisés parece não ter noção do momento pra distribuir drible. Perdeu-se a conta da quantidade de bolas que deu no pé do adversário ou perdeu de bobeira por inventar moda perto da área. Sem mencionar a quantidade de gols que saíram nas suas costas, por correr errado na fase defensiva. O momento de ápice da displicência foi quando meteu na cabeça que deveria roubar a vez do Pimpão bater pênalti contra o Bahia, e praticamente ROLAR a bola ao goleiro oponente. Mereceu o banco que tomou, e embora tenha retomado posição, precisa crescer muito em termos de maturidade pra merecer a negociação por sua estadia.

Mas não podia haver outro campeão da displicência que não o aposentado Luís Ricardo. Não basta não conseguir assumir sua clara incapacidade física pra seguir na série A. LR atuou em muitas partidas neste ano, sem em nenhuma sequer vislumbrar o lateral que foi em 2016 e meados de 2017. Mais que isso: foi responsável direto por DIVERSOS GOLS que o time sofreu. Não sabe mais marcar, não consegue mais apoiar, e perdeu a raça. Um desperdício de salário ocupando o DM de vez em quando. Aposenta ou sai, sanguessuga!

Menção honrosa de displicência à Pimpão, Kieza e Brenner. Não estão no top3 porque sabemos que seus milhares de gols perdidos se devem mais à ruindade natural dos 3 do que de fato comprometimento. Mas teriam facilitado a vida do time em inúmeras ocasiões se tivessem mais pontaria. 

5 - Caos na presidência
É simplesmente inacreditável que um presidente e seu vice tenham uma gestão quase exemplar (pelo menos um 7 de 10, dadas as condições) e, ao inverterem seus papéis, tenham um primeiro ano MUITO RUIM (nota 4 pra baixo). 
Algum racha aconteceu entre CEP e Mufarrej, isso pra mim é fato. Mas, especulações à parte, o fato é que a diretoria do clube deu muito passo em falso, e ainda assim pisou na lama. Todos os problemas com treinadores são culpa de quem tomou a decisão. Todas as contratações e vendas mal negociadas são culpa de quem assina o papel. Os gênios se acharam no direito de renovar com os aposentados LR e Dudu Cearense. A troco de quê? Contribuíram aonde?
A dívida não foi bem equacionada neste ano, e repito, é inexplicável que tenha sido assim tendo as mesmas mentes que estavam lidando com isso envolvidas na decisão. O adiantamento de cotas de TV de 2019 foi um erro tremendo, e ainda fomos forçados a aceitar a venda do Matheus a preço de banana (pelo que parece) pra pagar salário atrasado, coisa que não rolava desde 2014. Tem alguém metendo a mão aonde não devia...
Quem salvará o Botafogo de seus políticos hipócritas?

Enfim. O que você acha, caro leitor corneta? Algo mais pra elogiar ou pra tacar pau? Deixe seu comentário. 
No próximo post, as expectativas pra 2019. 

terça-feira, 27 de novembro de 2018

O último dos verdadeiros apaixonados

Não é um texto fácil de fazer. Não porque seja difícil falar do Jefferson e sua linda história com o Botafogo, mas porque não deixa de ser dolorido dizer adeus. 
Em pensar que nos preparamos pra despedidas anteriormente, e também pra essa, mas ainda assim, demora a cair a ficha. 

Por isso, pra que eu possa fazer esse texto sem ficar apenas emotivo, vou fazer diferente, vou começar pelas notas do pessoal ontem (ou você achou MESMO que eu não estaria presente num dia como aquele?)

JEFFERSON - 10. 
Dia dele, cada toque na bola e defesa valiam como um gol. Não merece ser diminuído pelo gol tomado, uma bola indefensável (para seu estado atual de goleiro humano) que só surgiu pela falha coletiva da defesa. 

MARCINHO - 5
Tentou não comprometer muito atrás, mas se ausentou de aparecer mais à frente.

MARCELO - 4,5
Fez partida fraca, tendo muita dificuldade pra conter os ataques adversários. Fez faltas bobas e errou antecipações, além de vacilar no gol.

RABELLO - 6
Melhor na defesa, foi extremamente seguro nos combates, mas errou passes e precipitou lançamentos. Não teve reação no gol.  

MOISÉS - 5,5
Poderia ter tirado um notão, já que deu duas assistências. Mas sua displicência em campo segue nítida e irritante. Péssimo na marcação. 

LINDOSO - 3
Absolutamente execrável. Errou tudo que tentou, andou em campo, enfeitou lances de forma displicente, partiu pro ataque e abandonou o meio em diversos momentos. Parece não querer jogar com o garoto Bochecha, e queima o filme do moleque de propósito ao deixá-lo sozinho no combate. É inaceitável que essa porra seja um dos líderes do elenco. Se Jean se mantiver no elenco, Lindoso terá seu banquinho reservado. 

BOCHECHA - 5,5
Durante o tempo que esteve em campo, foi preciso em lançamentos, dribles e viradas. Na parte defensiva, sofreu um pouco, por culpa do Lindoso. Ainda assim, apresentou bom futebol.

ERIK - 8,5
Roubou a noite um pouco pra si, com 2 gols de artilheiro. Buscou o jogo, criou lances, e foi o responsável por garantir ao Jeff uma noite mais brilhante. Só pecou no excesso de fome.

VALENCIA - 4,5
Parecia desgastado, sofrendo mais do que já sofre pra correr. Errou lances bobos, fez partida irreconhecível. 

LUIZ FERNANDO - 4
Apareceu pouco, deu bobeira na marcação em muitos lances, apesar do esforço. Não foi efetivo em nenhum lance de ataque.

BRENNER - 5
Verdade que a bola não chega, mas quando chega ele se atrapalha. Perdeu um gol feito por firula. Ainda assim, lutou e fez boas puxadas de contra-ataque.

JOÃO PAULO - 7
Que saudade eu tava desse cara! Nosso motorzinho guerreiro voltou, e tem tudo pra ser o capitão em 2019 e nos guiar a mais glórias. Bastou entrar, o time passou a criar mais. Diferente da maior parte do elenco, João Paulo tem talento, raça e faz o simples. Quase marcou um golaço de falta.

PIMPÃO - 4,5
Entrou pra melhorar a apresentação do lado esquerdo, dado que o Luiz Fernando foi mal. Melhorou a marcação, mas só. Tentou cortar uma bola simples com uma bike, pra variar, e acabou sendo atropelado pelo adversário. Foi o momento mais engraçado da partida.

MARCOS VINÍCIUS - SEM NOTA
Entrou no fim, no lugar do exausto Valencia, e não teve tempo pra fazer nada. 

ZÉ RICARDO - 6,5
Tentou dar oportunidades pra outros atletas no jogo de despedida, e mexeu aonde havia problemas. Exceto, claro, por manter o Lindoso em campo. Precisa desapegar desse carrapato pra ontem, pois queremos o Zé em 2019.

Agora dá pra falar do Jeff. 

No fim da partida, Jeff deu a volta olímpica com as filhas, agradecendo à torcida. Em dado momento, pegou o bandeirão e fez a festa. Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo. Fonte: Instagram oficial do Botafogo.
Meu primeiro contato com Jefferson foi durante a primeira passagem do Botafogo na série B, aonde sua presença foi decisiva pra que conseguíssemos o retorno à série A. Eu ainda tinha 9 anos, então não compreendia tão bem de futebol. 
Em 2009, por outro lado, eu era um botafoguense nato, e de orgulho manchado pelas derrotas pro Flamengo, e vi Jefferson impedir mais um rebaixamento. No ano seguinte, o paredão fez Adriano sentir o cheiro da derrota, com uma defesa emblemática, e um título que lavou a alma. 

De 2009 a 2014, nenhum goleiro brasileiro teve performance superior ao Jeff. Afirmo com tranquilidade. Os mais próximos foram Victor (Grêmio e Atlético-MG) e Fábio (Cruzeiro). Curiosamente, ambos os 3 foram terrivelmente injustiçados na Seleção. Fábio sequer foi convocado. Jefferson, por outro lado, se tornou o 47º atleta botafoguense convocado da história, aumentando nosso recorde de maior fornecedor pra canarinha. Com Mano Menezes, Jeff teve prestígio e fez proezas inimagináveis, parando até mesmo Messi

Com o retorno do Dunga burro, Jeff foi sacado e crucificado pelas falhas de uma zaga escalada com Dante e David Luiz. Era um absurdo de inaceitável. 
Não bastasse isso, Jeff ainda viu a porra do dentista estraçalhar as finanças do Botafogo. Viu Seedorf usar o clube como catapulta pra projetos pessoais e levar dinheiro de atletas (e muito por isso questiono DEMAIS a idolatria dada ao holandês). Jeff viu um clube que passou anos direto na briga por Libertadores virar um frangalho devedor de salários, na série B novamente. Ele poderia ter ido embora. Ele poderia ter feito sua carreira decolar de forma que o Dunga não pudesse rejeitá-lo. 

Ele preferiu o Botafogo. Ele quis ficar pra nos ajudar. Ele trocou títulos de mais expressão em clubes mais estruturados, mais visibilidade pra Seleção, TUDO, pela glória de seguir no time que amava (e ama). Se você não é capaz de entender esse sentimento, não é porque você não é botafoguense. É porque você é esse torcedor de futebol moderno, modinha, que só bota a camisa na vitória e some nas derrotas. Você é esse zé ruela que não sabe o que é a paixão do futebol, e, portanto, NÃO MERECE se dizer torcedor. Você que só vive de números JAMAIS vai entender o que a paixão significa, e porque ela merece respeito. E, pro bem do esporte, espero que você fique longe de todos nós.  

Enfim, Jeff nos levou de volta à série A com mais um bom ano. Em 2016 em diante, passou a ser acometido por lesões. Sofreu com o DM incompetente. Viu o monstro Gatito chegar, enquanto sua elasticidade e impulsão diminuíram. Jeff falhou em ocasiões preocupantes. A idade bateu à porta. Sentiu, com a humildade característica, que era a hora de parar. Tocar sua vida pessoal. 

Jefferson, por vezes o time do Botafogo e sua diretoria não fizeram por merecer você. O clube, porém, te fez um gigante, e tem orgulho de ter você como uma estrela. A gratidão que tenho a você, como ser humano e torcedor, é enorme e indescritível. Não me importa se você não foi melhor ou maior que o Manga, me importa que você é um dos caras que me fez ter ainda mais orgulho do meu time. Você defendeu nossa bandeira em cada salto. E por isso, só posso dizer: Obrigado! 

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Bolão da Resenha: Os rebaixados de 2018

Olá amigos e amigas cornetas! Estreando uma coluna nova de uso geral, esta é a coluna Palpite Corneta. O nome é autoexplicativo: Aqui, todos os corneteiros tem passe livre pra fazer suas apostas e previsões pra absolutamente qualquer coisa no mundo do esporte. 

Para a devida estreia, firmamos aqui um compromisso público: 6 de nós, Equipe da Resenha, estamos tentando cravar quem serão os 4 rebaixados da série A do Brasileirão de 2018. Sugeri a ideia na medida em que o tanto pra título quanto G4 há poucas opções, mas na parte de trás TUDO ainda pode acontecer. 

Todos os palpites aqui listados foram consolidados antes de se concretizarem os primeiros resultados parciais da 36ª rodada, que está rolando agora. Ou seja, todos chutaram partindo da mesma base, de forma justa. 

As regras são simples:
1 - A aposta vale 5 reais;
2 - Ganha quem acertar os clubes e a ordem de rebaixamento (colocação no campeonato);
3 - Não havendo quem acerte a ordem, mas acerte os clubes, este sairá vencedor;
4 - Não havendo nem 1 nem 2, vence quem acertar a maior parte dos clubes rebaixados;
5 - 2 ou mais jogadores em igualdade em quaisquer das condições acima como vencedores, podem decidir entre dividir igualmente o prêmio ou decidirem entre si um critério de desempate justo (vale porrada também).

Eis as apostas:



Como podem ver, há algumas apostas repetidas, e alguns times muito citados, o que significa que vai ser apertado (ou todo mundo vai perder). 
O encontro para celebrar a aposta e o fim da temporada de futebol brasileiro será marcado e devidamente registrado. 

E você, qual o seu palpite? Faça sua aposta com seus amigos, e reúna todos pra beber o fim de mais uma temporada!

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Reação no timing certo

Fala meu povo corneta! Peço perdão pela ausência longa, foram semanas intensas de correria devido a questões como estágio, burocracia, prova do mestrado, tudo isso junto com o TCC (que quanto mais próximo de acabar, menos consigo sentar pra fazer). Mas, vim num bom momento: no pico da reação alvinegra no campeonato brasileiro. 

Ao que parece, nossas chances de rebaixamento agora são ínfimas e, devido a tabela jogar os candidatos mais ameaçados contra si, tende a se confirmar nossa permanência. Mas, botafoguense que é botafoguense só se permite relaxar quando a matemática disser que a chance de queda é zero. Sabemos, mais do que ninguém, que o "Botafogo desafia a lógica mundana" é pra bem E pra mal. Portanto, ainda não cantamos vitória. 
Se é que dá pra chamar de vitória uma permanência na série A, mas nossa realidade financeira e estrutural é tão triste, que de fato, soa dessa forma.

Bom, chega de pessimismo. Quero analisar aqui a boa sensação que o rendimento atual do Botafogo vem trazendo. Fiz uma lista com os motivos que enxergo como principais para explicar a guinada da equipe, com as 3 vitórias seguidas contra Corinthians, Flamengo e Chapecoense:

1 - A trinca LEV: Luiz Fernando-Erik-Valencia

Demorou um pouco pra que os 3 conseguissem jogar bem em conjunto, mas finalmente encaixaram. Esses 3 jogadores, ao longo do ano, foram os mais decisivos para a construção de jogadas do time. As oscilações individuais dos 3 faziam com que nenhum técnico tivesse a certeza se valia a pena utilizá-los sempre como titulares. 
Acontece que, em termos técnicos, não há NENHUM atleta no elenco que supere os 3 na parte técnica, ofensivamente falando. Ao menos tirando o João Paulo da conta, já que ele praticamente não atuou no ano, e também o Kieza, que é atacante e não é responsável pela criação (e bom, particularmente, perde muito gol também). Em outras palavras, são o melhor que temos, e a melhor opção pro time conseguir fazer gols é escalar o que tiver de melhor. 

Erik e Luiz Fernando: Juntos com Valencia, passaram a render mais e têm sido mais solidários. O resultado é um contra ataque fulminante do Botafogo contra adversários desprecavidos. Fonte: Uol

Luiz Fernando e Erik reduziram sua dose de fome, e estão se aplicando mais na recomposição pelas pontas, o que aliviou bastante a vida dos nossos laterais, que sempre tinham que encarar dobradinhas. Seguem sendo os atletas mais habilidosos, definindo o um contra um e abrindo espaço nos dribles, criando oportunidades. Leo Valencia, por outro lado, ainda é o garçom de ouro da equipe. O entrosamento com os pontas levou a maior precisão de seus passes, em assistências cirúrgicas e decisivas nos últimos jogos. 

2 - O DM tomou vergonha: O retorno triunfal de Gatito

Quem lembra do texto passado vai lembrar que eu cobrei FORTEMENTE (pra não dizer outra coisa) o departamento médico do time. A eliminação da Sulamericana passou, de forma clara, pela falta de um goleiro minimamente capaz de decidir (tanto na ida, com os 2 gols facilmente defensáveis tomados, quanto na volta pros pênaltis). Não apenas, após aquela tragédia contra o Bahia, o time oscilou muito de rendimento muito em razão de tomar gols desnecessários, o que é fatal pra um elenco que tem dificuldade de produzir ofensivamente. Empates horrorosos, derrotas evitáveis (especialmente contra o Atlético-PR, oficialmente um time de fascistas pelo visto), proximidade da zona...tava foda de aturar. 

Foi então que, contra o Corinthians, a esperança renovou: Gatito estaria de volta. Tive preocupação forte da possibilidade dele estar indo ao jogo ainda fora do momento ideal, como um quebra-galho pra resolver pro time (e um atestado da incompetência do DM). Mas, Manga abençoou: Gatito não apenas estava em plena forma (algo relativamente incomum pra ele, que costuma levar algumas partidas pra se recuperar após pausas. Só lembrar do começo dele pelo Botafogo pós férias de 2016, aonde algumas falhas rolaram e a primeira impressão deu desconfiança até aquela decisão épica contra o Olímpia), como ainda voltou fazendo defesas absolutamente impossíveis, garantindo o 1 a 0 naquela partida. 

Gatito: Retorno triunfal pra decidir pelo Fogão e recuperar a confiança da equipe. Fonte: Extra

Outro ponto importante é que, com sua presença, a zaga fica mais tranquila pra jogar, diminuindo a tensão que carregavam com Saulo. Isso ajudou Carli e Rabello a focarem em seu trabalho: cortar jogadas e combate mano a mano. De forma parecida, os adversários arriscam menos chutes despretensiosos, sabendo que vão precisar trabalhar mais pra vazar o paraguaio.
Vale mencionar também que o DM também recuperou Jefferson e Leo Valencia (influenciando no primeiro tópico), mas precisa melhorar seu trabalho com Jean, que é titular absoluto e faz muita falta sempre que se lesiona.

3 - A eliminação da Sula: Um mal necessário pela Série A

Foi horrível aceitar a eliminação para o Bahia, da forma que foi. Merecíamos MUITO mais a vaga, temos mais time e teríamos condições de bater o time de fascistas. Porém, é só olhar a oscilação de desempenho do Fluminense e do Patético no Brasileiro pra ter CERTEZA de que se ainda estivéssemos na Sula, essa sequência de 3 vitórias não seria possível. 
Mais que isso: é bem provável que tivéssemos mais atletas lesionados, mais resultados negativos, menos entrosamento. 

A verdade é dura e simples: devido a nosso primeiro turno sofrível e nosso elenco de baixa qualidade, avançar na Sulamericana seria aumentar progressivamente nosso risco de queda. Talvez ano que vem essa relação não seja assim tão fatal, mas neste ano, me convenci de que não teríamos pique pra aguentar. Tanto que passamos o Fluminense

4 - O embalo da atmosfera: Promoção de ingressos no Nilton Santos e a confiança adquirida

Já são algumas partidas em sequência que a diretoria coloca os ingressos a preços absurdamente baixos (ao ponto de gerar prejuízo mesmo com bom público em algumas partidas). Com públicos acima dos 20 mil (costumeiramente, mal bate 10 mil em jogos não cotados como importantes), a torcida fez sua parte e empurrou o time. A partir do primeiro resultado positivo, criou-se uma confiança na possibilidade de recuperação. Depois de uma vitória pragmática contra o Corinthians, a atuação maravilhosa diante do Flamengo foi uma injeção absoluta de ânimo no time e na torcida: o Botafogo não apenas foi soberano e desperdiçou a chance de aplicar uma goleada, mas ainda destruiu completamente as chances de título do rival, que foi obrigado a passar mais um ano de cheirinho

Torcida alvinegra: Ingressos mais baratos ajudaram a aumentar a presença. Com a presença maior, o time ganhou um empurrão e conseguiu bons resultados, e a torcida vem em peso cada vez maior. Ciclo de atração positiva realizado com sucesso! Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo. Fonte: Torcedores.com

O resultado? Contra a Chape, mais um jogo de frieza e inteligência, decidido no detalhe. Com isso, faltam 4 jogos, são 7 pontos de diferença para a própria Chape, primeira da zona. E tanto esta quanto todos os outros times ameaçados do rebaixamento jogarão desesperadamente entre si ou contra adversários brigando pelo G6. Se a lógica acontecer, em 2 rodadas saberemos que estamos livres. Mas pode ser antes: A confiança injetada neste elenco permite a ele pensar em vitória contra o Inter, em dia de casa cheia a nosso favor. E esse resultado ocorrer, será possível pensar em melhores colocações, e portanto, melhores premiações ao fim do campeonato. 

5 - Zé Ricardo: Parou com os testes

Demorou MUITO, mas Zé Ricardo desistiu de insistir em peças que não rendem (exceto na falta completa de opções, em funções de suspensões e lesões). O displicente Moisés, por mais técnico que seja, tomou seu lugar no banco (e na provável barca do fim de temporada). Renatinho quebrado, só entra em fim de jogo pra tapar buraco. João Pedro foi abandonado de vez (aleluia). Aguirre perdeu espaço e vai ter que ralar muito pra soar merecedor de novas oportunidades (vejamos a temporada que vem se vale a pena) Só de ter isso em mente, já foi possível manter um time que pudesse se entrosar, sem arriscar utilizar peças inúteis pra qualquer esquema tático.

Além disso, ao promover a permanência do esquema com 3 meias, Zé poupou Bochecha de ser queimado sem necessidade, e preservou Matheus Fernandes como opção pra situações táticas. Pimpão entra quando um dos pontas cai de rendimento, mantendo a recomposição. Brenner, enrolado, faz o papel do Kieza razoavelmente bem, na ausência do último. O time se desenhou pro Zé da forma que ele precisava ser, e finalmente o teimoso leu o desenho e concordou. O time é esse mesmo: fechado, explorando espaço do adversário, matando o jogo em contra-ataque e bola parada. Ponto. Se tiver melhoria no plantel, aí sim pensa em mudar. Mas até lá, é isso e ponto

Agora, restam algumas contas. Mas, com sorte e competência, poderemos parar com as contas e pensar 2019 (que tende a ser assustador mesmo na série A, se a diretoria continuar fazendo algumas merdas como nessa temporada). Não posso ir domingo agora, então estou me planejando pra ir contra o já rebaixado Paraná, na provável despedida do Jefferson. 

Saudações alvinegras! 

sábado, 10 de novembro de 2018

O que esperar do futuro de Nick Mullens nos 49ers

Após oito semanas de futebol americano, San Francisco parecia mergulhado em azar. No meio de um mar de lesões afetando seus principais jogadores, está Jimmy Garoppolo, nessa que seria uma das mais importantes temporadas no processo de reconstrução do time. O reserva CJ Beathard estava cumprindo a função de Quarterback, e o time amargava apenas 1 vitória em 7 jogos. Com uma pequena lesão do próprio Beathard, os 49ers precisavam do seu terceiro Qb, o undrafted free agent Nick Mullens, para o jogo contra o Oakland Raiders.

Parte da torcida estava apreensiva pela falta de experiência do jovem Mullens, mesmo essa sendo uma temporada perdida. Mullens jogou apenas uma partida de pré-temporada -em que, convenhamos, conduziu uma vitória interessante- mas não pode ter nenhum peso avaliativo por ter sido um jogo de pré-temporada. A outra parte da torcida estava empolgada, porque CJ Beathard não havia demonstrado muita qualidade e regularidade em alguns jogos. Ver o que outro jovem Quarterback poderia demonstrar na temporada regular, vestindo o esquema do Shanahan, parecia bem convidativo.

Acertou quem abraçou a hype: Mullens teve números bons e o 49ers demoliu o Oakland Raiders no derby da baía. Foram 16 passes completados, de 22 tentados. 262 jardas aéreas e 3 TDs, além de nenhuma interceptação. Placar final: 34 x 3.

Kyle Shanahan já declarou que Mullens segue titular, e a torcida quer entender exatamente o que esperar disso. Nesse texto espero te ajudar a tirar suas conclusões.


Nick Mullens jogou seus anos de College Football em Southern Miss, um programa de FA que enfrentava problemas em seu plantel e uma baita sequência de derrotas. Após perder as primeiras 6 da temporada, o Qb titular foi barrado e o head-coach pôs Mullens -calouro- para jogar.
Ok, seu primeiro jogo foi péssimo, mas o seu segundo jogo foi bem diferente: Ele se tornou o primeiro Quarterback calouro da história de Southern Miss a passar para mais de 300 jardas, números esse que superaram os de Brett Favre -Qb Hall of Fame, campeão do Super Bowl com o Green Bay Packers- que também jogou na universidade.

Em Novembro daquele ano, Mullens quebraria -como universitário calouro- a sequência de derrotas consecutivas de seu time.
Nick completou sua carreira universitária superando todos os números de Favre, apesar dos problemas que enfrentava esse programa de futebol americano universitário.



Em 2017 foi contratado como undrafted free agent pelo San Francisco 49ers como QUARTO Quarterback do elenco, atrás de Brien Hoyers (horroroso), Matt Barkley (ninguém sabe onde está) e o recém draftado CJ Beathard.

Partindo dessas informações que o mundo já sabe sobre o Qb, o texto começa a ficar interessante:
A reestruturação encabeçada por Lynch e Shanahan decidiu dar uma chance ao Qb que, apesar de não ter ganho nenhum destaque nacional e não ter sido um prospecto aguardado nessa classe de draft, poderia vir a ser lapidado e encontrar sua posição no plantel. As últimas posições do draft (como 6a ou 7a) costumam ser usadas mais como apostas pouco garantidas (ou jogadores de special teams). Como Mullens nem foi draftado e recebeu o seu contrato após os 7 rounds do draft, isso mostra o quão fosco e incerto seria a sua carreira. Ele poderia vir a ser um bom jogador, ou talvez nunca teria nível suficiente para jogar na liga. Os 49ers poderiam corta-lo sem perder nada.

1- Apesar desse status de 'mister irrelevant', dá pra dizer também que Kyle Shanahan não escolheria qualquer Quarterback para seu time. Com um dos playbooks mais complexos e modernos da liga, alguma coisa Nick Mullens demonstrou aos olhos de Shanahan para ter sido feita essa escolha, mesmo que sendo um palpite de zero risco e para ser quarto Qb do time.



2- Mullens chegou a ser cortado por alguns dias, mandado para o practice squad e recontratado algumas vezes desde então. Não vamos focar no fato de ele ter sido posto de lado, afinal o 49ers adquirira Jimmy Garoppolo, e CJ parecia um reserva razoável. Vamos focar no fato de que ele voltou, e continuou como uma opção para Shanahan. Se um undrafted free agent não tivesse um nível para jogar na NFL, seria mandado embora imediatamente, sem doer os bolsos do time. Não foi o que aconteceu. Nick Mullens foi ao training camp, se tornou mais fluente no playbook, provavelmente melhorou seus fundamentos e se desenvolveu para iniciar sua segunda temporada.

3- Work Ethics. Dá pra não dar importância à isso? O mundo não conhece tanto Nick Mullens e eu não posso garantir nada, mas tenho a forte impressão que o jovem quarterback é muito entusiasmado e esforçado quanto a melhorar um pouco todos os dias e conquistar o seu espaço. Percebemos isso na escolha de palavras durante as entrevistas, e também ao analisar aqueles detalhes de sua história.

Um calouro na universidade, se torna titular após o time perder a sexta seguida. Joga muito mal no primeiro jogo; joga muito bem e quebra recordes no segundo jogo. Só aí já dá pra apontar a confiança do técnico num menino de 18 anos. O mesmo menino que (eu não vi o jogo nem o conheço pessoalmente, mas suponha que) se manteve focado em melhorar para garantir seu espaço, estudou com seus técnicos os erros cometidos, pois queria melhorar e entregar um segundo jogo melhor. E assim fez.



Mullens não-draftado, caindo num time em reconstrução na condição de quarto quarterback. Olhou pra frente e determinou seus planos: quer conquistar seu espaço, mostrar para o que veio. Apesar de não estar atrás de Beathard em qualidade, estava em status, e a única forma de mostrar isso era dentro de campo, mostrando seu potencial; e fora de campo, com comportamento e ética de trabalho para estudar o playbook e analisar seus tapes. Eu não tenho nenhuma dúvida que Mullens se mostrou muito estudioso durante esses quase 2 anos no 49ers. Se não tivesse demonstrado essa atitude desde o dia 1, não haveria nenhuma outra chance. Se está lá, é por merecimento. Pôde ter sido selecionado como starter por falta de opção, graças às lesões de seus colegas, mas eu tenho certeza que, nesses dois anos, se ele não tivesse demonstrado empenho e vontade em aprender e se familiarizar ao playbook e estilo de Kyle Shanahan, repito: já teria ido embora. Com certeza Shanahan escolheu um qb em quem já confiava, para iniciar o jogo contra o Raiders.



4- Seu jogo: Mullens é muito superior ao Beathard em identificar e reagir à blitz, além de ter demonstrado precisão e coragem em vários momentos, mesmo jogando contra a pior equipe da liga. É preciso, no entanto, dizer que Mullens hesitou demais antes de lançar passes para recebedores que estavam parcialmente desmarcados. Contra uma maior pressão, e contra uma secundária melhor, com certeza Mullens terá números piores, a menos que Kyle e todo o staff ofensivo o ajudem a melhorar nisso. Talvez seja ansiedade de principiante. Ou não, não dá pra saber.

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Podemos concluir que é perfeitamente aceitável iniciar a hype com o Nick Mullens. Ele nos mostrou muito pouco, mas sua história nos anima a acreditar que ele pode continuar se desenvolvendo.
Óbvio que não estou fazendo nenhuma comparação, mas quando eu penso em ética de trabalho, a primeira pessoa do mundo que eu lembro é Tom Brady. O Quarterback com cinco títulos de Super Bowl, que foi draftado apenas na sexta rodada do draft, conseguiu a titularidade no New England Patriots e escreveu seu nome como o maior da história. O Qb que tem hoje 41 anos e joga em altíssimo nível, nos mostra que não existem limites para quem emprega esforço e dedicação.
Repito que não estou comparando ninguém (vai ter gente me enchendo o saco e serão sumariamente ignorados), mas o meu ponto é: Se Mullens pôr um nível tremendo de dedicação por seu trabalho, poderá se estabelecer como um bom quarterback na NFL. Titular ou reserva. Dentro ou fora dos 49ers. Tudo vai depender de como se desenrolar sua evolução dentro e fora de campo.




Nick Mullens será titular para a próxima partida, segunda-feira, contra o New York Giants, e provavelmente será titular até o final da temporada. Ano que vem, com a volta de Garoppolo, Mullens não continuará titular. Garoppolo foi um investimento caríssimo (que irá ter valido à pena) e é a peça principal da máquina que Shanahan está construindo. Mullens deverá se tornar reserva, ou ser trocado com outra equipe. Se continuar no nível da última partida contra os Raiders, não perderá a posição de segundo quarterback para CJ Beathard.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Maltrata mais que tá pouco!

Roteiro perfeito para uma noite feliz: estádio cheio, mosaico bonito, torcida berrando o tempo inteiro, adversário frágil, time em boa sequência. Claro, só esqueceram de avisar ao Botafogo.

Mais uma vez, amargamos uma eliminação precoce na Sulamericana (e justo num ano em que o caminho para o título era algo possível mesmo para um time tão limitado) e ainda num cenário extremamente injusto, tanto ao time quanto ao torcedor. 
Basta lembrarmos, antes de qualquer coisa, do jogo de ida contra o Bahia. O 2 a 1 lá foi absurdamente mentiroso. Metemos bolas na trave, o goleiro deles fez milagres..e nós tomamos dois frangos do 4º goleiro. 

Ontem à noite, o primeiro tempo deu a tônica que se esperava: jogo feio, mas aberto, e a consolidação do fato de que se fosse pra passar, seria apertado e provavelmente tomando gol. Ambas as zagas estavam batendo cabeça, o que explica o bizarro gol inaugural do Pimpão, o empate baiano e o segundo gol feito pelo Luiz Fernando.  A posse era majoritariamente nossa, mas isso não se traduziu num massacre de oportunidades. Entretanto, a defesa do goleiro Douglas num arremate à queima-roupa do Lindoso (ou do Kieza, não lembro bem) e a escorregada ridícula do Lindoso de cara pro gol foram lances cruciais pra que não fôssemos ao segundo tempo com a vaga na mão.

Entretanto, isso não é desculpa pra explicar os outros 45 minutos extremamente apagados do time na parte ofensiva. Claramente, a parte física pesou e o time parecia morto em campo depois de 20 minutos. Zé Ricardo tentou injetar gás, mas fez ao menos uma mexida bastante burra: ao tirar Luiz Fernando - o mais criativo no ataque naquele momento - pra por o inoperante Aguirre, perdemos força pra tabelar e a inventividade do garoto, que estava levando vantagem no 1 contra 1. Facilitamos pro Bahia cozinhar o jogo: sabiam que se fosse pros pênaltis teriam ampla vantagem.

E desde já faço aqui um manifesto: DEMITAM TODO MUNDO NO DEPARTAMENTO MÉDICO DO BOTAFOGO! São mais de 3 ou 4 temporadas em que SEMPRE temos 2 a 3 jogadores necessários ao elenco parados no DM sem previsão de volta. Alguns até são os mesmos. Saulo não é o maior culpado pela eliminação, mas é EVIDENTE que não ter Gatito nos pênaltis FOI DECISIVO pra não seguirmos na competição. Aliás, Gatito em campo forçaria o Bahia a sair mais, sabedor de que nos pênaltis a vantagem seria nossa. 

Saulo até fez mais que o esperado, conseguindo catar um pênalti e compensar a cagada do Marcinho na 3ª cobrança. Mas aí, nas alternadas, Moisés foi de cabeça baixa até pra se aproximar da área. Detalhe: Quem bateria seria o Pimpão, mas o Moisés PEDIU pra bater. E fez aquilo. Um recuo de neném. 

Infelizmente, acontece, e vamos ter que aturar o fato que o Carioca é o que deu esse ano, e é isso. É mais um ano rezando pra não cair, e serão muitos outros enquanto a dívida for tão absurda e a sorte não nos abraçar. Cabe à torcida reconhecer isso, e justamente por essa missão ingrata de ter que ter time ruim até pagar tudo, abraçar sempre o Botafogo e empurrá-lo na base do grito. É o que tem funcionado. Ainda nos aguardam dias melhores, porque o futebol é injusto, mas seus Deuses não o são. 

Estava no estádio, então hoje tem notas!

SAULO - 5,5
Zero culpa no gol. Mas segue absurdamente inseguro. Sua movimentação antes das batidas dos adversários é um atestado de que é um péssimo goleiro. Essa merda NUNCA funciona. Goleiro bom fica parado e espera quieto. Ainda assim, catou uma (péssima) cobrança. 

MARCINHO - 5,5
Fez uma das suas melhores partidas durante os 90 minutos. Fez boas tabelas no ataque, cruzou bem, driblou, e ATÉ FOI BEM NA DEFESA, marcando certo e com boas intervenções. Nos pênaltis, foi displicente ao tentar tirar de um goleiro alto batendo rasteiro. 

CARLI - 4
Sofreu horrores contra o veloz ataque baiano. Visivelmente nervoso; apelou pra faltas, catimbou, mas só conseguia errar o tempo de bola e criar situações de perigo pro adversário. Bem nas bolas altas defensivas, mas totalmente ausente na ofensiva (e isso pesou muito no fim de jogo). 

RABELLO - 6
Único atleta da defesa que não errou em nenhum momento na partida. Soberano no alto, preciso nos cortes rasteiros, ganhou o combate individual contra todos, sendo que atuou praticamente sozinho devido à noite desastrosa de Carli. Só faltou fazer aquele gol de cabeça salvador.

MOISÉS - 4,5
Não pode ser chamado de omisso. Deu opção ofensiva durante toda a partida, foi pra cima, distribuiu dribles no ataque e fez bons cruzamentos. Na defesa, porém, foi péssimo. Displicente, o gol baiano sai nas suas costas. Errou saídas de bola com dribles burros. Puxou a responsabilidade pra si nas alternadas, achando que poderia compensar as falhas. Acabou errando de forma medíocre. Sim, ele não é omisso. Mas sim, tampouco é craque e pelo visto, não treina. 

MATHEUS FERNANDES - 4
Muito mal. Entrou pra fazer a função do Jean, mas não consegue entender seu posicionamento ao jogar ao lado de Lindoso e Bochecha. Ficou perdido no meio e ainda tomou um cartão bobo. Saiu para a entrada de Renatinho.

LINDOSO - 5
Não fez a melhor das partidas, demorou a se encontrar. Deu o passe pro segundo gol. Mas depois, sumiu de novo. 

BOCHECHA - 6,5
Melhor no meio mais uma vez. Erra em alguns momentos, mas tem visão de jogo, parte pra cima e é objetivo. Suas viradas de bola e dribles de corpo desafogaram o time em momentos chave; faltou pontaria dos que recebiam seus passes.

PIMPÃO - 7
Melhor em campo no todo, correu feito o maluco que é, marcou do seu jeito tresloucado o tempo inteiro e ainda finalizou algumas vezes: a mais importante no primeiro gol, que começa em uma roubada sua que ele mesmo apanha mais à frente, aproveitando o vácuo criado pelo Kieza. Cansou no fim, mas ainda assim fez cortes importantes. Faltou ser fominha e ele mesmo bater o pênalti alternado, como tinham combinado antes.

LUIZ FERNANDO - 7
Poderia ter tirado nota maior se Zé Ricardo tivesse lhe mantido em campo. Estava ensaboado, distribuindo dribles (ao ponto de ser fominha em dados momentos). Meteu um gol que reanimou o time e a torcida, e era o mais lúcido em campo no segundo tempo até sair. Tão logo saiu, o time desabou de rendimento. 

KIEZA - 6
Sofre o mal do centro-avante de time ruim: a bola não chega. Mas quando recebeu, fez ótimo trabalho de pivô e tem justificado a titularidade. A malandragem de sair do impedimento bloqueando a visão da zaga baiana pro Pimpão passar foi importantíssima. Cansou no fim, e ainda assim bateu pênalti com perfeição. 

RENATINHO - 4
Entrou pra aumentar a produtividade ofensiva, municiar o ataque com qualidade. Mal tocou na bola, errou dribles e passes, e foi péssimo na bola parada (o que fez muita diferença na pressão final). Renatinho claramente não é jogador de série A. Saudades do Valencia.

AGUIRRE - 3,5
Entrou no lugar de Luiz Fernando, teoricamente pra compor dupla com Kieza e favorecer o chuveirinho. Ficou nas pontas, errando passes e fazendo faltas burras. É inacreditável que a torcida tenha se mobilizado nas redes por um atacante tão fraco e sem cabeça. 

MARCELO  - 5,5
Entrou improvisado no lugar do exausto Bochecha, e foi razoável. Marcou na medida do possível, e até arriscou saídas ao ataque.

ZÉ RICARDO - 4
Ficou devendo muito na noite de ontem. A entrada do Renatinho foi uma mexida certa, só entrou ele porque o Valencia tava fora. Mas tirar o Luiz Fernando foi de uma burrice imensurável. Se não houve cansaço físico, foi um absurdo. E ainda mais pra botar o Aguirre: Zé Ricardo deixou claro nas últimas partidas que o reserva é o Brenner, que comporia melhor uma dupla de ataque com o Kieza pra ficar na base do abafa.  O uruguaio nem pra isso entrou, ficou nas pontas mantendo um esquema que não estava mais funcionando pra situação na partida. O rendimento do time desabou e isso passa diretamente por essa mexida errada do Zé. Ele tem seus méritos na clara evolução técnica da equipe, mas não é a primeira vez (nem no Botafogo nem na carreira) que faz mexidas estúpidas. Precisa fazer o simples e teimar menos. 


Bom, é isso. Resta torcer pra que a torcida não se abale em excesso, porque no Brasileiro não tem nada decidido, apesar da nossa melhora inquestionável de rendimento. No post passado me enganei, já teremos o clássico de vida e morte contra o Vasco - que está a uma derrota de entrar na espiral sem fim: eleição anulada, salários atrasados, técnico e elenco tirando o deles da reta e criando ainda mais problemas - na terça. Precisamos ganhar, é jogo de mil pontos. 

Ah, e 17 só o Pimpão, valeu? Fascista tem que se foder, Botafogo é resistência honrada. É time de corajoso que bate no peito em que pulsa a estrela e luta contra a injustiça sozinho, e não de um bando de covarde metido a macho quando anda em grupo fazendo merda por aí. É o time das causas impossíveis, que exalta seus ídolos - vários deles negros, mulatos e estrangeiros - e, muito por isso, APRENDEU HISTÓRIA! E só quem sabe história pode ter um futuro. 
O clube que talvez mais sofra - dentre os grandes - com as roubalheiras resultantes da politicagem, dos interesses escusos entre federação, mídia e clubes midiáticos. O clube que um argentino mete 3 gols e não dá audiência pra Globo pelo feito. Um clube que a gandula dá lançamento pra gol e cresce na vida batalhando duro, sem nunca ser diminuída por ser mulher. 
O Botafogo é e SEMPRE SERÁ um gigante de RAIZ no futebol brasileiro, e não falta exemplo na sua história de como esse time representa muito mais o povo que sofre e quer ser feliz do que os imbecis que querem opressão. Botafoguense que se preze toma a sua cerva com todas as outras tribos e rivais junto e se diverte. Botafogo é só pra quem realmente tem esperança de dias melhores e coragem pra lutar por isso. Se você é Botafogo e é fascista, tira esse manto, que tu não merece.