Esporte na língua do povo, sem rabo preso e sem modismo, no amor e ódio eterno do torcedor raiz.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

O que esperar do San Francisco 49ers em 2018


Vou tentar produzir esse texto de forma que agrade tanto o leitor que está conhecendo o esporte, quanto o leitor que está bem familiarizado e deseja conhecer ainda mais. O feedback de vocês é essencial para eu saber o que está bom e o que eu posso melhorar.
Meu primeiro texto nesse blog não poderia deixar de ser sobre o San Francisco 49ers.
Pequeno parágrafo sobre a história da franquia (que você poderá pular se já tiver familiarizado):
Os 49ers são uma das maiores e mais clássicas franquias da liga. Campeão 5 vezes do Super Bowl (1982, 1985, 1989, 1990, 1995), tem na sua história jogadores incríveis como o maior de todos os tempos -o Wide Receiver Jerry Rice-, bem como o melhor Quarterback da história, na minha opinião e na de muita gente, Joe Montana, e o melhor Quarterback canhoto da história, Steve Young. Esse último conquistou o último Super Bowl da equipe, em 95. Joe Montana tem na sua história, os outros 4 anéis da franquia.

Os 49ers também foram para o Super Bowl em 2013 contra os Ravens, mas esse dia é triste demais e eu não vou comentar para não chorar. Mas você pode ver os highlights aqui.

San Francisco foi gigante na NFL nos anos 80 e 90, e competia principalmente contra os Dallas Cowboys. Após 2002, o time passou por maus momentos, não conseguiu formar elencos muito competitivos e perdeu sua posição de destaque na liga. Teve apenas o time fortíssimo que foi ao SB e teve campanhas positivas (mais vitórias do que derrotas) entre 2011 e 2013. Após isso, amargou terríveis campanhas (damn you Baalke). E aí iniciou-se a reconstrução.
Lembro do último dia do ano 2016. 49ers anunciou a demissão do General Manager e do treinador. Para esses cargos foram contratados John Lynch e Kyle Shanahan, respectivamente. Eles teriam a ‘simples’ missão de reconstruir o time, limpar as cagadas do último GM, e devolver a grandeza ao San Francisco 49ers. Desde então, essa dupla já trabalhou junta por 2 inter-temporadas e vem fazendo um excelente trabalho. O time já está se tornando bem competitivo, graças à excelente gestão. E é disso que eu vou falar nesse texto.

A minha previsão para os 49ers esse ano é um 9-7 (9 vitórias, 7 derrotas). Temos algumas excelentes peças, outras em ascensão, e alguns setores em branco que iriam destoar negativamente.



PONTOS POSITIVOS

QUARTERBACK


Jimmy Garoppolo vem para a sua 5ª temporada na NFL, a primeira com uma Hype nesse nível. O 49ers é definitivamente o time do “empolgou”, esse ano, e JG10 é o maior motivo.
O jovem quarterback era reserva de ninguém menos que Tom Brady, e foi treinado por Bill Belichick (melhor técnico da história?) para ser o sucessor do lendário Qb do New England Patriots. Não ocorreu bem assim. Ele foi trocado para os 49ers no meio da temporada passada e ganhou os 5 jogos que atuou como títular. O time começou o ano com 1-9, e terminou 6-10 após Jimmy Garoppolo.
Creio que, apesar de excelente release, Garoppolo precisa melhorar as rotas mais profundas, que lhe causaram algumas interceptações na temporada passada.
O Qb que também é bonito pra caralho tem tudo para ser a peça principal do renascimento dos 49ers.




O PLAYBOOK de KYLE SHANAHAN
 
O livro de jogadas de Shanahan é um dos mais complexos, diferenciados e admirados da liga. Ele aposta muito em play-actions e passes para os corredores (running backs e fullbacks). Acredito que por isso temos o Full Back mais bem pago da liga -Kyle Juszczyk- e trocamos o Carlos Hyde (que era incapaz de receber passes) para Cleveland.
A maioria das jogadas são no padrão West-Coast (criado nos 49ers nos anos 80), mas não espere apenas simples Slant Routes ou coisa parecida. Temos como Head-Coach uma das maiores mentes ofensivas da atualidade.



BOAS ARMAS PARA GAROPPOLO
 
O time de recebedores, apesar de nenhum nome muito de peso, tem se mostrado competente e em ascensão.
Como Wide Receivers: O veterano Pierre Garçon ainda tem muita lenha pra queimar; o foguetinho Marquise Goodwin é o Usain Bolt de Helmet; Trent Taylor foi muito bem ano passado; e Dante Pettis, recém draftado, é a minha aposta pessoal para esse ano (se flopar, esse texto nunca existiu).
Eu adoro nosso Tie-End George Kittle. Draftado ano passado, ele só melhora, e é um dos meus jogadores preferidos do elenco. Celek também faz um bom trabalho.
Lembrando que McKinnon (recém contratado com os Vikings) e Juszczyk vão participar como recebedores em muitos snaps.


PONTOS NEGATIVOS:
 
JOGO CORRIDO
 
Pouca gente fala do jogo corrido dos 49ers. Eu particularmente não gosto. Não sei se estou exagerando, mas vale a pena pontuar isso aqui.
Hyde correu bem ano passado, mas realmente não encaixou no sistema do Shanahan, por isso saiu. Nós temos Matt Breida que eu gosto bastante, é bem veloz e espertinho, mas não apareceu tanto então não dá pra saber o que esperar dele esse ano.
McKinnon chegou agora e só jogou jogos de pré-temporada. E jogou mal. Não que isso signifique muito (não significa nada, na verdade), mas como é fruto dos trainning camps, a gente já esperava alguma coisa. Os 49ers não produziram nada correndo. Perdiam jardas às vezes, e iam sempre para uma 3rd and long.
Acredito que o time de corredores tem talento, mas precisam dos bloqueios da nossa fraca linha ofensiva.

A NOSSA FRACA LINHA OFENSIVA.
 
"Os 49ers não tem OL” é algo que se dizia muito ano passado, principalmente no começo do ano, em que o time amargava várias derrotas consecutivas. É óbvio que ter Bryan Hoyers como Quarterback (desceu uma lágrima enquanto eu digitava) vai impedir qualquer um de vencer um jogo, mas Bryan Hoyers pressionado é ainda pior.
A linha ofensiva melhorou MUITO com a chegada do Jimmy Garoppolo. Acredito que até por um aspecto psicológico. Vários jogadores ganharam a confiança da franquia, e consequentemente, contratos renovados. Mas eu não boto tanta fé assim. Pode ser que eles resolvam seus problemas e continuem em ascensão, mas pode ser que não.
Mike McGlinchey foi a primeira escolha do time esse ano, no draft. É um Right Tackle, e deve ajudar bastante a OL a produzir, mas ainda é cedo pra saber.
Se essa OL não ajudar, teremos Garoppolo pressionado o ano inteiro, e o jogo corrido simplesmente vai ser inexistente. Se o 49ers deseja qualquer coisa esse ano, precisa se atentar a isso.


PASS RUSH
 
O Pass Rush da equipe é um enigma. Não acho tão ruim quanto dizem, mas precisa melhorar.
Nós temos boas opções no extremo da linha, como DeForest Buckner e Armstead (que é de vidro), mas não temos boas opções de Defensive Tackle.
Solomon Thomas foi draftado ano passado, mas não jogou tão bem. É cedo pra chamar de bust, mas precisa mostrar serviço.
Reuben Foster é o nosso incrível Mike (Middle Linebacker), mostrou que é a principal arma dessa defesa, e ajuda bastante no Pass Rush, mas precisa de ajuda, e precisa não perder jogos, seja por lesão ou problemas judiciais.
Sem tudo isso funcionando, não teremos como pressionar o Quarterback adversário.

SECUNDÁRIA
 
Outro setor que pode não ser horroroso, mas precisa preencher algumas lacunas.
De Cornerbacks, gosto muito de Adrian Colbert, draftado ano passado, que já jogou bem e parece ter se preparado ainda mais para essa temporada. Confio nesse menino.
Posso falar exatamente o mesmo de Ahkello Witherspoon.
Richard Sherman não é mais o mesmo da Legion of Boom, mas ainda é muito bom e experiente. Aposto sim num bom ano para ele.
Tirando esses três, não vejo muitos destaques.
Jimmie Ward tem recebido muitas críticas e é o novo odiado da torcida, roubando esse lugar do Dontae Johnson que, graças a deus, foi mandado para Seattle.
Tarvarius Moore e Marcell Harris são os novos safetys draftados. Vamos esperar pra ver.


ENTÃO, O QUE ESPERAR: 
 
Acredito num 49ers um pouco melhor esse ano. O time melhorou a linha ofensiva e a secundária com as escolhas do draft, mas ainda tem espaço para melhorias. Aposto no 9-7 e poucas chances de playoffs.
Visto que os Rams estão montando um time monstruoso, fica complicado vencer a NFC West. Diria que as chances são em torno de 20%.
Não vencendo a divisão, San Francisco pode angariar uma vaga de WildCard, por boa campanha, mas também será difícil visto que a NFC, no geral, está fortíssima. Concorrentes: Falcons, Panthers, Saints, todos da NFC North, algum outsider da East… Ou seja, é mais fácil dizer quem não está concorrendo à vaga de WildCard.
Quase certeza que os 49ers vão fazer campanhas melhores que os outros rivais, Seattle Seahawks e Arizona Cardinals.
O ano ainda nem começou, e muita coisa pode mudar. Todos os times estão sujeitos a lesões, jogadores abaixo e acima do esperado. Nenhuma previsão é garantida, mas não devemos fugir muito disso.
Esse é o primeiro texto que eu escrevo sobre a NFL, não tinha como não falar do meu time, mas vocês podem esperar muito conteúdo por aqui.

domingo, 19 de agosto de 2018

Apanhar do freguês é dose!

Fala, cornetada! Hoje o mau-humor é evidente, e plenamente justificado.

Após uma lua de mel com a torcida na quinta. o Botafogo veio sem pernas e sem o mesmo brio. Some-se isso a uma torcida bem mais acanhada do que na partida anterior. Infelizmente, a torcida botafoguense tem muitos sofázeiros modinhas, e não percebe a diferença que faz pro time quando enche seu estádio. Ainda mais esse time horroroso. E tendo que enfrentar o forte time do Galo, que sempre entra pilhado contra nós tentando diminuir a freguesia. Não deu outra: derrota, mas que ainda teve tons desnecessários de humilhação e pânico em relação ao time. 

Eu já tinha mencionado isso no post passado. Esse time só consegue render bem com a participação potente do torcedor, pois é tecnicamente FRAQUÍSSIMO e muito paneleiro, por vezes displicente. Sem apoio e grito a favor, complica. Éramos 35 mil quinta, hoje só 8 mil. 

Se pegarmos o 1º tempo, o time foi bem. Equilibrou as ações do meio, sem deixar o adversário jogar livre. Isso não impediu algumas escapadas, nas quais eles desperdiçaram. Na parte ofensiva, pecamos. O máximo foi um chute de Valencia. De resto, faltou triangulações e toques rápidos para fugir da marcação. Fatores que sobraram do outro lado: o Galo fez dezenas de tabelas no meio, principalmente no 2º tempo. Toques rápidos, matando a possibilidade de interceptação, e pé de ferro pra ganhar de um time desgastado. 

Após o 1º gol, Zé Ricardo tentou colocar a equipe mais à frente pra empatar, mas no meu entender mexeu errado. Ao tirar Bochecha - o melhor em campo - pra por Brenner, perdemos o meio campo completamente, e daí foi um massacre. Saulo impediu um placar maior. 3 a 0 dolorido, e vaias merecidas (mas peço a você, torcedor, que espere o fim pra vaiar. O time é esse, e é horroroso, e vaiar durante o jogo não ajuda. O Carli mesmo fez sinal pra torcida não pilhar tanto, mas foi inútil. Por favor, botafoguense, APOIE ATÉ O FINAL COMO VOCÊ CANTA NA MÚSICA. Depois é seu direito vaiar se quiser).

Vamos às notas:

SAULO - 5,5
Fez o que podia. Não teve culpa nos gols, mas talvez pudesse ter pego ao menos o 3º.

LUIS RICARDO - ZERO
Fez 1º tempo ruim, participando pouco. No 2º, se isentou ainda mais da participação ofensiva, e falhou absurdamente na marcação, em especial ao ser surpreendido no alto pelo anão Chará. Foi merecidamente massacrado de vaias - apesar de não ter sido o melhor momento pra isso - e não merece a compaixão de seus companheiros, que sofrem absurdos com sua inaptidão técnica e física. Morto em campo sem ter jogado um minuto sequer na semana inteira. Deveria ter se aposentado após sua lesão ano passado, mas segue chupando salário e fazendo posts imbecis no Instagram. #Sumemo otário, é zero pra ti. Zero. 

CARLI - 5
Fez cortes de alguma segurança, mas não apareceu bem no alto. Sofreu muito na marcação de Ricardo Oliveira. Ficou vendido nos gols. 

RABELLO - 5
Combateu de forma razoável, mas como Carli, ficou perdido nos contra-ataques. 

MOISÉS - 5,5
Foi o melhor na defesa, puxando saídas de jogo e marcando até bem. Mas se precipitou pelo excesso de confiança, arriscando dribles na defesa em momentos não oportunos. Falhou feio no 3º gol, estava abatido com o resultado e se desconcentrou.

LINDOSO - 4
Apareceu pro jogo no 1º tempo, fazendo viradas e tentando criar, mas dava espaços nas costas. No 2º tempo, sumiu completamente do jogo, sem marcar nem criar, só aparecendo pra atrapalhar. Sua lesão foi comemorada pela torcida. 

MARCELO (HORROROSO, NÃO O BOM) - 3
Entrou pra marcar no lugar do Lindoso e ser o equilíbrio do meio. Hesitou demais na definição de marcação, errou passes bobos e não ganhou dividida alguma. É um bonde com intelecto de esquilo. Precisa ir embora pra ontem.

BOCHECHA - 7
Melhor em campo no nosso lado. Marcou bem, tentou bons passes e até puxou saídas de contra-ataque. Precisa ter sequência o quanto antes, e repetir sua dupla vencedora com Matheus Fernandes. Zé Ricardo errou muito ao tirá-lo.

BRENNER - 4
Entrou pra fazer dupla com Aguirre e tentar um abafa na defesa atleticana. Mal tocou na bola.

RENATINHO - 3,5
Mais um jogo sem motivo nenhum pra lembrar que esteve em campo. Não consegue se entrosar com o time. 

PIMPÃO - 5
Entrou para ter o mesmo efeito de quinta-feira: marcar mais no ataque e possibilitar roubadas em campo ofensivo. Marcou, mas quase não criou.

VALENCIA - 4,5
Novamente, não se omitiu. Foi o único que finalizou direito na partida. Mas errou muito os passes que tentou e marcou mal. Sentiu demais o cansaço no 2º tempo. O 2º gol saiu de mais uma de suas pavorosas cobranças de escanteio pelo lado direito. Destro cobrando na direita tem que ser craque, se não sai essas aberrações que ele faz. 

LUIZ FERNANDO - 5,5
Como Valencia, procurou dar opção no 1º tempo. Sentiu o desgaste acumulado, especialmente por ser o único meia lúcido no dia, sendo obrigado a fazer lances individuais pra tentar qualquer coisa. Está tentando se recuperar.

AGUIRRE - 4,5
Pouco inspirado e pouco munido, não recebe bolas em condições de trabalhar. Na entrada de Brenner, recuou para auxiliar a saída no lado direito. Tem raça, mas falta técnica. 

ZÉ RICARDO - 4,5
Escalou o que podia, dadas as suspensões de Marcinho e Matheus Fernandes. Mas, segue sem saber o perigo que é escalar atletas displicentes como Luís Ricardo ou entrar com perebas como Marcelo. Que a derrota ensine isso a ele. Nas mexidas, acertou a entrar com Pimpão, mas foi muito infeliz ao tirar Bochecha: Lindoso não apenas estava muito pior como estava desgastado. A bola puniu logo em seguida com a lesão do mesmo, forçando Zé a recompor o meio e perder a 3ª substituição de graça. Estrago já estava feito: sem Bochecha, perdemos completamente o meio de campo e qualquer possibilidade de empate. 

Foi um balde de água fria na torcida, que já não veio ao Nilton Santos no mesmo peso que quinta. Peço, suplico: NÃO DESISTAM DESSE TIME E NÃO DUVIDEM DO SEU POTENCIAL, BOTAFOGUENSES! Esse time já fez grandes partidas no ano, e em todas a torcida presente e apoiante até o fim foi fator decisivo. 
Óbvio: não podemos esperar grandes milagres dessa equipe, mas ela tem condições sim de fazer um Brasileirão melhor. Foi nossa 1ª derrota como mandantes e contra um adversário muito superior na técnica. Nossa cobrança deve ser nos pontos perdidos contra Sport, Paraná, América-MG, Ceará, Chapecoense, Bahia, Vasco, entre outros. Estes são os nossos adversários. Nosso campeonato, com o elenco que temos, é garantir a série A e ver o que dá depois. 

Cientes disso, cobremos raça e apoiemos até o final! Ainda temos muita glória aguardando esse ano. 

PS: Reencontrei o camelô profeta hoje antes da bola rolar. Disse que hoje era 1 a 0 pra nós. Profeta fajuto do caralho que só acerta uma vez.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Profecia do camelô e da Mãe Dinah é certeira

A garganta ainda tá rouca pra cacete, mas é muito bom vir aqui relatar sobre o jogo de ontem, companheiros cornetas! Um show da torcida, por mais maltratada pelo time que esta seja.
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Show da torcida contagiou o time. Eu tava no mosaico, pra variar. Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo. Fonte: Vavel.com
Aliás, que jogo duro de assistir. Um verdadeiro teste pra cardíaco. Observe, não é que o Botafogo estivesse mal postado em campo (um dos poucos méritos que o Zé Ricardo conseguiu obter com tão pouco tempo de trabalho) ou sem raça (o time chegou junto e inflamado pela torcida). Mas o time segue esbarrando em suas deficiências técnicas e nas leituras erradas de jogo. 
Foram diversos momentos aonde o time mal conseguia trocar 3 passes. O Nacional colocou seu time fazendo marcação quase individual na saída de bola do Botafogo. As nossas linhas ficaram distantes e demorou até que o time conseguisse escapes com bola tocada, e em geral sempre em passes arriscados. Quando a pressão adversária cedia e se colocava mais atrás no meio de campo, nossos principais armadores faziam inversões horrorosas. Valencia e Lindoso faziam lances bizarros, que dava dor nos olhos. 

Entretanto, não deu pra reclamar de omissão destas peças. Procuraram o jogo e foram premiados pela insistência com os gols de ontem. Lindoso poderia ter feito 2 não fosse a anulação de seu primeiro tento (questionável por ser um lance DIFICÍLIMO, mas perdoável justamente por isso). Em campo, quem mais oscilou e demorou a dar as caras na partida foi Renatinho, que quando resolveu crescer, se lesionou mais uma vez. Tá difícil ter atleta inteiro

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Valencia: anãozinho fez sua melhor partida como atleta do Fogão. Noite de redenção com a torcida e talvez consigo mesmo. Foto: Lance. Fonte: R7
Moisés fez partida impecável. Parece ter reencontrado o ritmo de jogo. No seu único erro de posicionamento em 90 min, quase tomamos um gol que seria balde de água fria. Foi resultado da postura do Nacional de não se expor mesmo depois do 1 a 0: sabiam que o Botafogo tentaria ampliar e apostariam no erro forçado para empatar o jogo e matar a partida. Quase deu certo. 

Mas no Nilton Santos, quem manda é o Botafogo. Seguimos como um dos melhores mandantes do Brasileiro e nas competições internacionais os caras já sabem que aqui tem peso e tradição. Que a diretoria faça mais ações nesse sentido de tornar acessível e que a torcida agora pegue confiança, assim como o time precisa se contagiar por essa paixão que emana dos botafoguenses. Esse caldo misturado, ninguém cala e ninguém pára! 

Dentre as muitas diversões que o folclore botafoguense proporciona: Tava no bar em frente à Oeste com o pai do meu parceiro Leozin, tomando uma cerva pra animar. Tinha a presença do ilustre Mendonça no bar, inclusive. Por lá, me apareceu um camelô:

"Quanto tu acha que é hoje?"
"Irmão, vou de 3 a 0."
"Mãe Dináh falou que é 2 a 0."
"Então fechou."

Detalhe que a Mãe Dináh (ao menos a famosa) morreu tem uns anos, mas seja quem foi que soprou pro camelô, a profecia na boca dele deu certo, pra nossa alegria botafoguense. 
Foda também foi ouvir a torcida clamando por Pimpão. O que é que fizeram com esse clube, meu Deus, que porra criminosa é essa???
O time segue criando muito e perdendo oportunidades, mas desta vez teve mais pontaria. Que a melhora continue. Bahia é oponente interessante, mas que podemos vencer sem tanto desespero, basta pé no chão e coração na chuteira. 

Como eu estava no estádio, hoje tem notas!

SAULO - 6,5
Seguro, tranquilo, sereno. Não foi muito exigido, e no único momento de perigo foi lá tentar pegar, mas a bola foi pra fora (e se entrasse não seria sua culpa).

MARCINHO - 6
Segue me levando à loucura com sua total incapacidade de marcar o jogador adversário que se coloca nas suas costas. Mas, pra nossa sorte, nenhuma bola foi levantada nessa direção quando havia a oportunidade. Se apresentou ao ataque quando o time precisou, e no combate de frente foi efetivo. 

CARLI - 7,5
Soberano. Ganhou 99% dos lances, tanto no alto quanto no chão. Quando não ganhou a disputa, atrapalhou o suficiente seus adversários. Foi presente na bola parada ofensiva, fez bons lançamentos e ainda perdeu um golzinho feito só pra não ganhar um 9 ou 10. 

RABELLO - 7
Também fez ótima partida. Não comprometeu. Marcou bem, com boas antecipações. Não foi tão presente na bola parada como de costume.

MOISÉS - 8
Na parte técnica, foi o melhor em campo. Não perdeu nenhuma dividida, fez saídas de jogo e puxadas de contra-ataque com toques rápidos e dribles de corpo precisos. Deu bons passes e subiu com eficiência. Reencontrou seu bom futebol. 

LINDOSO - 6
Subiu com precisão 3 vezes, mas só em uma conseguiu seu gol. Demorou muito a entrar de fato no jogo, mas assumiu o risco e tentou passes que clareassem as situações. Errou vários, mas manteve a presença pra rodar o jogo. Com a atuação, pode ser que recobre a confiança e reassuma o nível médio esperado. 

MATHEUS FERNANDES - 7
Leão em campo, foi quem mais se dedicou à marcação. Sua partida pareceu discreta na parte ofensiva, mas nesse aspecto tático foi crucial. Foi o porto seguro do time pra parar os ataques paraguaios no nascedouro, e arriscou subidas ao ataque.

LUIZ FERNANDO - 6,5
Nos primeiros 20 minutos, foi o único atleta que consegui encaixar lances mais agudos, tentando criar ataques. Foi participativo na criação e recompôs bem na marcação. Sofreu demais com o cansaço no 2º tempo. 

GILSON - 5
Entrou pra fazer o papel tático do Luiz Fernando e aliviar o desgaste do Moisés. Sofreu uma falta e foi só. Não tirou menos porque teve a noção de não pegar na bola pra não fazer merda.

RENATINHO - 5,5
Demorou muito a aparecer. Quando resolveu, arriscou tabelas com Valencia e puxou escapadas. Tentou marcar, mas é franzino demais. Quebrou de novo, o que me faz questionar se tem condições pra ser profissional do ramo. 

PIMPÃO - 6,5
 Entrou e melhorou a marcação do time, roubando bolas e puxando contra-ataques. Claro, fez suas cagadinhas e tentou emendar bikes de locais inusitados, mas é aquilo, é o Pimpão. Não comprometeu e auxiliou muito o time a voltar a criar oportunidades.

VALENCIA - 8,5
Nome do jogo. Traduz literalmente o que é a definição de cúmulo. O sujeito que bate um escanteio com 5 min de jogo mal a ponto da bola fazer a curva pra fora é também o cara que mete a bola na cabeça do Lindoso 3 vezes (e uma dá em gol) e que melhor distribuiu as bolas pro time, além de marcar um GOLAÇO no fim. O anão que perde todas as bolas no alto e que consegue marcar melhor que nosso primeiro volante. Continua sendo o meia mais produtivo da equipe, e que essa partida lhe dê confiança pra praticar o futebol que se espera de um camisa 10 do Botafogo.

AGUIRRE - 6
Se esforçou o máximo que pôde, mas a bola pouco chegou em condições trabalháveis, já que a maior parte dos lances foi de bola parada. Não faltou entrega, fez boas marcações e roubou algumas bolas. Meteu um canudo na trave que merecia melhor sorte. Realmente, pode funcionar como 9, mas precisa ser um pouco mais presente. 

BRENNER - 5,5
Não recebeu muitas bolas, mas foi participativo na marcação. Tabelou com Pimpão em contra-ataque. Mas só. 

ZÉ RICARDO - 7
Escalou o que tinha de melhor disponível, dando alguma sequência aos jogadores e ao esquema. De cara, uma arrumação mais definida e um time mais organizado em campo. Das 3 mexidas, a única realmente questionável foi a entrada do Gilson. Era melhor ter posto o Jean pra fechar a casinha ou arriscado o Ezequiel, que já tem alguma rodagem. Pra sorte do Zé, Gilson não cagou. Precisa de tempo pra desenvolver seu trabalho e ver que atletas podem e os que não podem sob caralho de hipótese nenhuma entrar em campo. 

Domingo é contra o Galo. Tô lá. 

domingo, 12 de agosto de 2018

Pontos perdidos e roubados: Um presságio do desafio de Zé Ricardo

Olá amigos e amigas cornetas! Peço desculpas pela ausência, mas estava esperando acumular pontos importantes para poder falar. E cá estamos, depois de 2 partidas aonde o Botafogo perdeu e/ou desperdiçou 4 pontos. 

Perdeu porque as atuações dos árbitros foram absurdamente terríveis em ambas as partidas. Contra o Santos, anulação de um gol LEGALÍSSIMO, que daria a vitória no fim da partida. O gol era tão legal que a própria arbitragem não teve certeza na hora de anular, mas anulou na falta de inteligência ou em seu mau-caratismo. Hoje, contra o bruto time do Paraná (só bate, e muito), o time de árbitros foi na onda do Sylvinho - desses atletas lixosos que só aparecem na base da quizumba, juro que ainda faço uma lista citando as tipologias de atletas só pra poder xingar essa tipologia  - e expulsou Matheus Fernandes numa confusão aonde pelo menos 3 atletas paranistas deveriam ter sido postos na rua. Sem mencionar os acréscimos "até empatar" numa partida que foi corrida e sem cera.

Desperdiçou porque, independente das lambanças de arbitragem, o Botafogo segue criando oportunidades em profusão. E segue com a péssima pontaria. Aguirre até fez boa partida hoje, mas viu Luiz Fernando, Valencia e Pimpão desperdiçarem lances absurdamente fáceis. É difícil escolher quem cobrar mais. Foi a mesma coisa no jogo passado. Além disso, sofrer empate no último segundo sempre é demérito de quem leva mais do que mérito de quem faz. 

Tenho certeza que Zé Ricardo agora tem uma noção melhor do desafio que topou encarar. Ao menos, a raça voltou (0 que deixou MUITO claro que tinha corpo mole pra derrubar o Paquetá, evidenciando MAIS UMA VEZ que esse elenco é paneleiro e precisa ser reformulado PRA ONTEM!). Falta que voltem as vitórias. 
Um bom começo pra isso será quinta-feira. Já garanti meu lugar, apesar de ainda não saber como vou (mas eu vou). 
Desejo ao Zé muita sorte, paciência, e títulos pelo Botafogo

Agora, não podemos passar pano nisso: A arbitragem está HORROROSA DEMAIS. A CBF tem muita culpa nessa história. E, honestamente, pune como se fossem filhotes de cachorro, passando a mão na cabeça. O nível dos erros cometidos contra nós nessas partidas é INADMISSÍVEL até pra várzea. Tem muita gente precisando tomar uma salva de porrada por aí...

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Segue o amadorismo

Paquetá mal chegou a dar coletiva: foi chamado às pressas para reunião com a diretoria, aonde foi anunciada sua demissão. Tudo isso poucos minutos após o merdalhão do Felipe Neto fazer um tweet criticando o treinador.

Não é que o Felipe não tenha o direito de xingar o técnico. Ainda mais alguém tão fraco como o Paquetá. Nisso, ele tem todo o direito - e está coberto de razão, como toda a torcida estava desde o momento que anunciaram a contratação. 
O problema é que ele é patrocinador do clube. O que não faz dele dono do clube nem da marca. Se ele fosse um desses trilionários do petróleo das arábias, que tivesse comprado o Botafogo, era outra história. Não é a situação: Felipe Neto é um patrocinador, que assinou um contrato com o clube, e que deve manter seu compromisso conforme contrato independente da performance técnica do time. A não ser que ele deseje a quebra do mesmo (e há de chegar de novo o dia em que o Botafogo não precisará do dinheiro de um youtuber, e ainda mais desse). 
Fora disso, ele pode fazer quantas reclamações quiser, como torcedor que é e tem direito, mas colocar pressão interna nas decisões de planejamento técnico da equipe é no mínimo uma relação abusiva e injusta para com seu próprio clube do coração, ainda mais na situação em que estamos. 

Mas a pior parte está longe de ser a pressão do youtuber: o pior é o Botafogo atendê-lo prontamente. O pior é o Botafogo ter sido mão-de-vaca pra não tentar subir a oferta pelo Zé Ricardo pra contratar um técnico que não vê futebol nem de série B há mais de 10 anos. O pior é o clube ignorar a repercussão na torcida em relação à investida. A torcida entrou em pânico no meio da Copa, e lá ficamos torcendo pro torneio não acabar porque o Botafogo ia voltar com PAQUETÁ de treinador.
O pior é o clube agora mudar completamente de ideia. Ao invés de mostrar alguma tentativa de coerência com sua linha de pensamento (falha), preferiram jogar a culpa toda no treinador e "fazer as pazes" com a torcida. E agora, o pensamento burro e apequenado que queria economizar, será obrigado a pagar qualquer grana que puder no Zé Ricardo. 
E isso SE o Zé achar que vale a pena tentar pegar um elenco horroroso, com uma diretoria bagunçada e sem profissionalismo, que demite com menos de um mês. Ele já teve seu tempo de Vasco. Se vier nos treinar, é masoquista (e tomara que seja). 

Afinal, vamos dar o devido peso à cada culpa: 

  1. Paquetá é horroroso e não ficou no Oriente Médio à toa. Só tem nível pra várzea;
  2. Logo, quem o contratou tem ainda mais culpa. Mufarrej e Anderson Barros precisam tomar uma pressão muito forte na cabeça. É só o 1º ano de ambos e estão conseguindo piorar MUITO o trabalho feito pelo CEP, atual vice (que parece ter rachado com o Mufa);
  3. Podia ser o Cuca, o Tite, o Zidane de treinador: Um time que depende do bom rendimento de Leo Valencia no meio campo, com toda a certeza, vai oscilar MUITO na temporada. O baixinho é nosso atleta mais regular no meio, leia-se: nosso time é horroroso.
Dito isso, a combinação "elenco fraco" + "técnico pior ainda" já gera prejuízo. Do tipo de assistir o time conseguir perder pra um time que é fraco até pro nível paraguaio. O Nacional não construiu muito no jogo, mas aproveitou as bisonhices do nosso elenco pra meter 2. Um lance que resume o nível de burrice tática do time: Rabello e Carli fazendo lançamentos longos para o anão Valencia disputar com a zaga adversária. E essa era a nossa jogada ofensiva. SÓ essa. O gol do empate, e mesmo os lances gerados depois, foram bolas esporádicas, saindo mais de jogadas individuais e erros crassos do adversário do que mérito tático nosso. 

E os nossos erros crassos também levam a assinatura da diretoria. O que é o Luís Ricardo ainda ser jogador profissional de futebol? Como ainda pagamos salário para o Dudu Cearense? O Brenner é azarado, burro ou é só absurdamente ruim como no lance que perdeu o gol feito ontem? Por quê o Renatinho quebra todo santo jogo? O mesmo cabe perguntar sobre o Leandrinho, que quebra e fica MESES fora. Não tem departamento médico? Não tem tratamento adequado? Muitas perguntas, poucas respostas, cada vez mais frustração. Nosso time depende de alguns poucos bons jogadores, que atravessam má fase coletiva, e conta com opções de baixíssimo nível. Ainda há suspeita de corpo-mole, novamente. 

O resultado de ontem não é o pior dos mundos. Basta 1 a 0 em casa. Mas até pra isso o Botafogo vai conseguir se complicar. Espero que até lá o corpo-mole se encerre, a diretoria siga pagando em dia (e fazendo caixa, já que 2019 já adiantamos verba...), e que tenhamos um técnico MINIMAMENTE SÉRIO, e pelo menos que não seja nenhum retardado e/ou ultrapassado. Zé Ricardo é o que melhor se enquadra nas condições que podemos oferecer, e pra ele provavelmente é a melhor pedida. Um elenco limitado que pode jogar fechado do jeito que ele gosta. Pela nossa falta de moral, e pela fraqueza do elenco, ele será intocável (o que é ruim, mas é o atrativo que ele precisa depois de tantas trapalhadas por aqui). 
Técnicos aposentados como o Luxa não são boa pedida. Dorival não lida bem com elencos modestos e é muito caro. Jair, nem com 100 milhões de reais na mão. 

Novamente: Paquetá talvez seja o menos culpado da história. Um clube sério e bem gerido JAMAIS o contrataria, nem pra roupeiro. Graças à uma diretoria sem ambição e sem profissionalismo, que faz forças pra tentar competir com o Maurício Assunção no posto da pior gestão do clube na história, o Botafogo segue extremamente cambaleante, vítima das maracutaias da política do Rio e das intrigas dos mesmos grupos de sócios-diretores na cúpula do clube. Há méritos sim na última gestão. Há melhorias sim. Mas ainda estamos muito longe do ideal. Repetem-se erros de muitos anos atrás. Parece que ninguém aprende.
Não bastasse isso, o time obriga seu torcedor a assistir o Brenner perder um gol sem goleiro aos 49 do 2º tempo. É dose pra leão. 

Botafoguense é maluco mesmo. Tô aqui vendo se rola de ir sábado. E pelo amor de Nilton Santos, que venha o Zé Ricardo!