Esporte na língua do povo, sem rabo preso e sem modismo, no amor e ódio eterno do torcedor raiz.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Quase passando do sinal amarelo

Olá, amigos cornetas, e especialmente os botafoguenses. O que falar daquele jogo merda ontem?
Detalhe que, pra variar, o Botafogo fez vergonha no meu aniversário. Ao menos eu não assisti essa desgraça sozinho nem totalmente sóbrio, o que ajudou muito a aliviar a raiva. Mas é tremendamente evidente o dessabor da performance grotesca do time no Beira-Rio. 

Eu não sei bem o que dizer do Paquetá. Apesar dos desfalques, ele parece ao mesmo tempo em que tenta impor sua filosofia - volto nela depois - tentar escutar os palpites da torcida. Seja um ato pra diminuir os ânimos do torcedor ou se eximir da responsabilidade, a escalação no papel ontem quase não foi problemática. Quase, porque Marcinho de ponta e Valencia no banco pra mim foram mexidas inexplicáveis, e que geraram uma bagunça tática que Paquetá com certeza não previa. 

O 1º caso já fora mencionado como possibilidade de teste desde a chegada do técnico. De fato, Marcinho tem uma capacidade ofensiva promissora e alguma velocidade. Só que no esquema de jogo "atual" - tomando a era Valentim de referência - do time, os pontas marcam, e Marcinho segue horroroso nesse aspecto. Sua escalação na ponta exigia que houvesse um acerto tático de cobertura, o que não era possível fazer com apenas 2 volantes, dado que Luiz Fernando na outra ponta também não marca muito bem. Fica BEM DIFÍCIL pra 2 caras fazerem cobertura lateral e ainda preencherem o meio. Some isso ao fato de Luís Ricardo, em sua fase tenebrosa, estar na lateral direita, e tínhamos uma avenida nesse setor. 
Não surpreendentemente, os 2 primeiros gols do Internacional se deram em falhas de posicionamento e marcação por esse lado. Ambas com Marcinho de vilão. E depois o garoto quer reclamar que a torcida persegue. Sim, Marcinho, a torcida às vezes exagera, mas isso é em todo e qualquer clube do Brasil. Cabe a você filtrar a crítica da perseguição, o desejo pra que você aprenda do ódio e ameaça. Nem todo torcedor é babaca, mas todo torcedor quer ver o time vencendo, e quando a derrota passa por erros individuais seus, você tem que engolir e responder com acertos depois. Todo corneta quer ter a língua queimada, sempre.

Quanto à barração do Valencia: Paquetá diz que foi pra recuperar o jogador do desgaste. Ok, vamos supor que realmente há um desgaste acima da média. Mas a escalação do Renatinho em seu lugar foi determinante pra inoperância criativa do time. Estávamos sem nosso melhor armador na temporada, pra atuar com um jogador inexperiente e sem confiança cujo futebol na temporada pouco apareceu. Além disso, por ser um meia, adiantava-se muito em relação aos volantes, que eram obrigados a cobrir seu espaço - criando o vácuo de cobertura na direita mencionado antes. Pra jogar com 3 meias, aqueles que atuam de extremos PRECISAM saber marcar, e o meia central PRECISA saber os momentos de adiantar e recuar seu posicionamento. Renatinho não sabe fazer isso. Sequer experimentou tabelas e trocar de posição com os pontas. 


Paquetá: Mudanças em sequência estão arrebentando com o já fraquíssimo time. Parece que ainda está perdido na Índia. Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo.  Fonte: Torcedores.com


De resto, foi assistir um time inoperante, que encaixava a marcação em alguns poucos momentos e ainda mais raramente chegava a gol. Aguirre finalmente atuou como centro-avante, e se por um lado teve poucas bolas chegando, também não soube aproveitar as oportunidades concedidas e não se movimentou bem. Se o uruguaio levar o mesmo tempo que Valencia levou pra se encontrar em campo, terá cumprido seu 1 ano de empréstimo sem motivo algum pra que se pense em renovar. 

Ainda tomamos um 3º gol em mais uma falha coletiva da defesa, e aqui estamos tentando entender o que está causando essa pane. É salário atrasado? A diretoria fez a merda de querer adiantar receitas - fato utilizado pela anterior na campanha que levaria ao último rebaixamento - e agora deve quitar tais fatos, voltando assim ao ProFut e quem sabe assim passando a receber o dinheiro da Caixa novamente. TALVEZ, se houver inteligência no uso desse dinheiro a entrar que não corresponde aos adiantados (incluindo aí valores de clube formador pelas transferências de Doria e Vitinho), esse adiantamento não nos cause problemas massivos no ano que vem. Porém, é difícil esperar tal milagre pelos sinais dados.

Seria então a "filosofia" de Paquetá? Se tem uma coisa que não funciona em time brasileiro é essa mania européia de ajustar escalação e esquema tático toda partida. Não funciona porque antes de se fazer ajustes, TEM QUE TER UMA FORMA PRIMÁRIA DE JOGO! E nem isso o Botafogo tem. Desde um pouco antes da saída de Valentim o time perdeu a consciência tática, não sabe bem o que propor como forma de atuar. E Paquetá tenta, a cada partida, propor algo novo, esquecendo que não há tempo pra fazer assimilações muito radicais e - em contrapartida -  CLARAS LIMITAÇÕES TÉCNICAS no elenco. Receita perfeita pro fracasso, ao menos até o momento. Paquetá segue nitidamente perdido, a julgar pela péssima coletiva pós-jogo. 

Verdade seja dita, tirando o Flamengo - que flertou com esse desespero não tem muitos anos - todos os times do Rio estão num processo de derrocada difícil de reverter. É necessário que haja muita força e eficiência na gestão do clube, e um abraço poderoso da torcida. E durante muitos anos. Enquanto o cenário não muda, assistimos de forma desesperada mais um ano difícil de aturar, apesar dos esforços na arquibancada. 

Será que vamos apanhar no Paraguai? A Sulamericana seria um título e tanto nessa situação. 

sábado, 28 de julho de 2018

Treino de Qualificação para o GP da Hungria (ou “Sebastian Vettel e o cheiro da pipoca”)


Após as reviravoltas e polêmicas do Grande Prêmio da Alemanha da semana passada, Sebastian Vettel se viu obrigado a reagir, pois, liderando com sobras a corrida em sua terra natal, o alemão, pouco após início de chuva, perdeu o traçado e bateu no guard-rail a somente algumas voltas do final da corrida, entregando a vitória a seu principal concorrente ao título, Lewis Hamilton da Mercedes. O que lhe custou a liderança em pontos no campeonato de pilotos e a liderança da Ferrari no campeonato de construtores.

Os testes preliminares ocorridos quinta e sexta-feira já demonstravam que o alemão não estava para brincadeiras: em ambos os dias, conseguiu os melhores tempos nas sessões.

Contudo, na hora H, no teste qualificatório de hoje, sábado (28/07/2018), Vettel reencontrou seu principal nemesis da última semana: a chuva. O piloto da Ferrari fez voltas espetaculares tanto no Q1 quanto no Q2 (1’16.666 s e 1’28.636 s, respectivamente), em momentos em que a pista estava seca. Ao final do Q2, porém, as nuvens que pairavam sobre Hungaroring desataram em chuva.

Daí o então favorito a pole position perdeu o rumo: correu abaixo da expectativa e terminou em 4º, atrás de Lewis Hamilton (pole-position), Valteri Bottas (2º) e seu companheiro de Ferrari Kimi Raikkonen (3º).

Estaria o alemão fraquejando na disputa pelo título - ou como se diz no popular "pipocando" - , depois de início tão promissor?



Fato é que dos 4 títulos de Sebastian Vettel, ele não encontrou muitos desafios: sua Red Bull era de longe o melhor carro, apesar de Fernando Alonso – à época na Ferrari – e Lewis Hamilton se esforçarem em carros mais limitados na disputa pelo título. Em 2012, porém, Vettel disputou ponto a ponto com seu colega de scuderia Mark Webber. Ainda assim, sua técnica mais apurada terminou sendo o diferencial na contenda.

Agora, em 2018, a Ferrari vem com um excelente carro, finalmente rivalizando com a Mercedes, que, nos últimos anos, vinha exercendo hegemonia absoluta na Fórmula 1. Nas primeiras corridas, a sorte sorriu para os italianos: além de 5 vitórias em 10 corridas para Vettel, a Red Bull tirou vitórias de Lewis Hamilton nos GPs da China, Mônaco e Áustria. Porém, o piloto inglês sempre manteve regularidade em figurar ao menos no pódio em boa parte das corridas, impedindo que Vettel desgarrasse na liderança.

Agora que entramos na segunda metade da temporada, quase ao final do período de corridas na Europa, parece que o alemão da Ferrari vem sentindo a pressão na disputa pelo título.

Vejamos amanhã na corrida. Fato é que Hungaroring é um circuito não muito propenso a ultrapassagens. Mas táticas arrojadas de equipe nos pit-stops e possíveis imprevistos – marcas da atual temporada – talvez mudem a sorte de Vettel. Porém, para seu dessabor, há previsão de chuva forte durante a corrida.

Outros destaques


A Red Bull, que igualmente apresentava bom rendimento nos testes dos últimos dias, foi muito mal na qualificatória de hoje: Max Verstappen ficou somente em 7º (1’38.128 s) e Daniel Ricciardo nem ao Q3 foi, amargando a decepcionante 12ª colocação (1’36.442 s no Q2).

As surpresas ficaram por conta de Brandon Hartley, da Toro Rosso, que conseguiu a 8ª posição (1’38.128 s) e Carlos Sainz da Renault, que ficou em 5º (1’36.743 s), praticamente tirando leite de pedra do carro da scuderia francesa.

Nada surpreendente, porém, foi o fraquíssimo rendimento da Force India que na última semana entrou em estágio de "administração" -  uma espécie de falência. A crise econômica na scuderia e o péssimo clima no paddock invariavelmente refletiria no rendimento da equipe, cujos pilotos Sebastian Ocon (1’19.142 s) e Sérgio Perez (1’19.200 s) terminaram em 18º e 19º, respectivamente. 


Grid de Largada


1) Lewis Hamilton (Mercedes) 1’35.658 s
2) Valtteri Bottas (Mercedes) 1’35.918 s
3) Kimi Räikkönen (Ferrari) 1’36.186 s
4) Sebastian Vettel (Ferrari) 1’36.210 s
5) Carlos Sainz (Renault) 1’36.743 s
6) Pierre Gasly (Toro Rosso/Honda) 1’37.591 s
7) Max Verstappen (Red Bull/TAG Heuer) 1’38.032 s
8) Brendon Hartley (Toro Rosso/Honda) 1’38.128 s
9) Kevin Magnussen (Haas/Ferrari) 1’39.858 s
10) Romain Grosjean (Haas/Ferrari) 1’40.593 s
11) Fernando Alonso (McLaren/Renault) 1’35.214 s
12) Daniel Ricciardo (Red Bull/TAG Heuer) 1’36.442 s
13) Nico Hülkenberg (Renault) 1’36.506 s
14) Marcus Ericsson (Sauber/Ferrari) 1’37.075 s
15) Lance Stroll (Williams/Mercedes) – s
16) S.Vandoorne (McLaren/Renault) 1’18.782 s
17) Charles Leclerc (Sauber/Ferrari) 1’18.817 s
18) Esteban Ocon (Force India/Mercedes) 1’19.142 s
19) Sergio Pérez (Force India/Mercedes) 1’19.200 s
20) Sergey Sirotkin (Williams/Mercedes) 1’19.301 s


Melhores Momentos



segunda-feira, 23 de julho de 2018

Sem viuvismo

Jair Ventura, carinhosamente apelidado por mim de Sr. Everest, foi demitido do Santos
Demorou, na real. Sua prepotência e teimosia, somadas à sua vocação para retranca, jamais combinariam com a filosofia full-ofensive do alvinegro praiano. Naquele Botafogo de 2016/17, cheio de pernas de pau no meio campo e com poucos atacantes (menos ainda os que tivessem qualidade), fazia sentido. Não rimava nem fazia uma mínima alusão à nossa tradição, que também é ofensiva. Mas era o que dava, pras circunstâncias. No Santos, todavia, mesmo que também houvesse crise financeira, vê-se um elenco com ótimos atacantes e um suplemento infinito de boas promessas da ótima base santista. A retranca de Jair jamais se instalou, e o Sr. Everest teve que tentar se virar com o time jogando pra frente, coisa que ele não sabe fazer - mas nunca admitiu.

Chega a ser irônico que o filho do lendário Jairzinho não consiga conceber armações ofensivas e jogadas trabalhadas nas suas equipes. Só retranca e contra-ataque. Também há ironia no fato de que, sendo filho de uma lenda tão humilde e fiel às suas origens, Jair ande com o nariz em pé pra cada crítico e tenha cuspido de maneira tão sórdida no prato que lhe foi dado. Mas, quem se deu com o cretino Roger - que usou seu momento no Botafogo pra se valorizar e negociou sua saída às escondidas, enquanto manipulava a opinião pública usando a própria filha e acusando o clube de não pagar seu tratamento; uma mentira sórdida e rapidamente desmentida naquelas semanas - realmente não pode ser flor que se cheire. 
A verdade, nos tempos modernos de futebol, é que amor à camisa é absurdamente raro. Jefferson, independente de sua péssima condição atual, é o último ídolo verdadeiro do Botafogo, e um dos últimos que merece esse respeito no futebol brasileiro, esvaziado de pessoas com caráter e paixão. Atletas e profissionais da bola usam a profissionalização e modernização do esporte como desculpa para sua ganância e falsidade, migrando de clube em clube sem firmar raízes, às vezes até quando conquistam títulos. Mas isso é assunto pra outro dia.

Meu ponto é o viuvismo sem sentido que aparece, não apenas na torcida do Botafogo, mas em todas do futebol brasileiro, em relação a essas figuras. Algo que se explica tanto pela carência de ídolos verdadeiros e íntegros na sua dedicação, como também pela impaciência cultural do resultado. Olhemos o Fogão: Paquetá oscilou de performance em suas 2 primeiras partidas - e sim, isso gera preocupação pro futuro - e já tem gente pedindo que o Jair volte. 
O mesmo Sr. Everest, que abraçou a desmotivação de um elenco fraco, e agarrou com todas as forças uma muleta ridícula de "fizemos o que dava" pra explicar 6 jogos com apenas 1 vitória conquistada. Bastaria mais uma e estávamos na Libertadores deste ano.  A limitação técnica do time que virou o terror dos gigantes da América do Sul não foi um empecilho antes. Mas naquele momento conveniente, era. O mesmo Sr. Everest, que discursou que "não havia obrigação nenhuma". A previsibilidade da equipe de Jair Ventura na reta final foi algo deprimente de assistir. E ele não ensaiou nenhuma mudança ou alteração pro quadro. Seus protegidos, em péssimo momento técnico, faltavam com raça de forma clara, mas ele nada dizia.
Aliás, minto: Ventura cobrou, publicamente, o desempenho de Leo Valência, que nessa temporada tem sido o melhor jogador criativo da equipe. Em nenhum momento tomou a culpa pra si. E na hora de dar uma resposta e mostrar pra torcida que o protegeu até o fim que poderia crescer como técnico e faria o Botafogo campeão, foi pro Santos por uns trocados a mais.

Pois bem, tá aí. O cara se fodeu, tomou vaia desde o seu 1º mês, e nós já fomos campeões esse ano. E ainda temos plenas condições de ir mais longe nessa temporada - por mais que eu tenha certeza que será na base do sofrimento. 
Não há razão pra ser viúva do Jair Ventura. Não há porquê sentir falta do Roger, do Bruno Silva, do Vitinho, do Jobson ou quem diabo mais for. Nós somos o Botafogo, como diz o Zé. 
"Ah mas o Paquetá é ruim'" - bora esperar um tantinho. Ainda há tempo. Se for pra pedir outro treinador, que seja alguém que nos respeite e que saiba tirar forças desse elenco. O Cuca nos deu má fama, mas talvez viesse motivado pra limpá-la. Há poucos bons nomes no mercado. 

Enfim, o recado é esse: Que sintamos falta dos atletas e profissionais que se comprometeram e nos respeitaram DE VERDADE, sem segundas intenções. Que tenhamos mais amor próprio. 
O Sr Everest enfie a porra do Everest e do salário do Santos no meio do cu, o Botafogo vai muito bem sem ele, obrigado. 

sábado, 21 de julho de 2018

Apagão geral no clássico

Ah, Botafogo!

Difícil descrever o que aconteceu hoje. Em 7 minutos de partida, o time entrou completamente afoito e desligado, e também desarrumado. Com o 2 a 0 rapidamente definido, o Flamengo praticamente não precisou fazer mais esforço: os rubro-negros sabiam que, mesmo com a posse de bola, o time do Botafogo ainda é fraco na parte técnica, e se complica sozinho neste ponto. Praticamente não houve partida digna de comentários após os gols. 

Clássico tem disso, claro. Quem ia esperar que o Matheus Sávio entraria bem e que o Luis Ricardo ia tomar um baile do garoto? Quem esperaria que o (Marcos) Paquetá se preocuparia em deixar o time retrancado à moda Jair quando na partida anterior a proposição de jogo foi o ponto forte? São alguns dos fatores do improvável acontecendo, que é algo do clássico. Mas isso não é desculpa pra aceitar o resultado de forma inerte: Jefferson frangou DE NOVO, e pra piorar, o time sofreu uma pane mental coletiva fortíssima - que eu não vejo acontecer há algum tempo. Não havia razões pra esperar uma mudança tão repentina na formação tática (escalação ok mudar, mas o posicionamento e funções mudaram completamente) por parte do Paquetá, justamente porque não era o momento.
O time mostrou que pode propor jogo, por quê diabos voltar pra retranca? E com menos de 2 dias de treino?

Não há muito o que dizer. Apenas uma raiva brutal que bate na cabeça. E mais preocupações. Se o Jefferson tava mal, o que será do gol com Saulo atuando, na ausência de Gatito? A 1ª impressão de Paquetá foi falsa ou tudo que assistimos hoje foi um clássico atípico? Aguirre e Luiz Fernando continuarão perdendo a cabeça ao invés de jogarem a porra do futebol que deles se espera? Foram as principais contratações do time, e NADA DEMAIS até agora. Brenner, Pimpão e Valencia, no alto de toda sua ruindade, são mais produtivos e mais regulares. Tipo, MUITO mais. 

Sabemos da questão financeira. Se eu pudesse, pagava todas as dívidas do Botafogo, profissionalizava toda a gestão e ainda contratava jogador. Como não posso, pago no sacrifício meu sócio (e espero que você, leitor que for botafoguense, também o faça). Mas isso não é muleta pra falta de ambição e falta de cobrança lá dentro. A instabilidade do time nessa temporada NÃO É ADMISSÍVEL. Não somos o pior elenco do campeonato. 
Queremos um padrão de produtividade. O Botafogo TEM time pra não sofrer com medo do rebaixamento, e até pra sonhar com G6. Mas não basta discurso. Tem que ter atitude nessa merda. 

Partida que vem é a Chapecoense. Se alguém da Ilha for, avisa, tô tentando ir. 
Só quero chegar no fim do ano com o time na 1ª divisão e com algum feito além do Carioca. 






 




quinta-feira, 19 de julho de 2018

Acima do esperado, aquém do otimismo

Ontem, assistir Botafogo X Corinthians foi de um sadismo pesado. 

Pensemos na expectativa: O Botafogo vinha de uma parada pra Copa bastante conturbada, com a saída do Valentim pras Arábias, a chegada do Marcos Paquetá - e sabe lá Nilton Santos se esse cara tava ligado nas tendências táticas modernas e na realidade do clube-  somados às recentes complicações financeiras da já fodida situação financeira do Botafogo. O clube, pela 1ª vez desde 2015, atrasou salários e ainda não quitou tudo. Um elenco limitado, sem entrosamento com o técnico, e ainda com dívida.....Era difícil esperar boas coisas. 

Ainda mais depois do golaço do Rodriguinho, com menos de 5 minutos. Roteiro de tragédia anunciado. Faltava só o mercenário do Roger - e quem não sabe porquê do apelido, que lhe é justíssimo e até leve pro tamanho da canalhagem, farei um post explicando um dia desses - aplicar a famosa lei do ex. 

Mas não. O que rolou foi o Botafogo SENHOR do jogo. Ok, o Corinthians gosta de dar espaço pro adversário. Só que, à exceção do gol, os caras não conseguiram criar praticamente nada. O Botafogo não so venceu todos os duelos do meio campo, como criou uma série de oportunidades, muitas delas claras inclusive.

Foi uma grata surpresa o que constato - também notado pelos torcedores no Twitter: O Botafogo entrou num 4-4-2 muito semelhante à tendência lançada da Copa do Mundo; 2 linhas de 4 com os meias externos atacando em conjunto com os atacantes. Isso sem a bola, ao menos, aonde o Valência ficava mais adiantado ao lado do Kieza. Uma solução inteligente pro nosso principal meia se desgastar menos na marcação. Com a bola, o chileno recuava pra armar, enquanto os meias externos avançavam a linha ofensiva.

E a verdade é que, não fosse aquele 1º gol, o Botafogo poderia ter dominado ainda mais e aberto o placar. O massacre seguiu ainda mais intenso no 2º tempo, e aí o Cássio mostrou que estava com o capeta. O filho da puta fez cada defesa, que é difícil descrever. Especialmente no lance do Pimpão e no posterior com o Carli. 
O que sobrou de inspiração pro Cássio, faltou pro Jeff. O 2º gol era absolutamente defensável. Verdade seja dita, ele é um monstro e uma lenda, mas tá aposentado em campo. Seus golpes de vista dão uma raiva fodida de assistir. Precisamos que Gatito se recupere pra ontem!!!

O futebol ontem foi bastante injusto com o Botafogo, mas deixou algumas mensagens claras. Pra torcida, o alívio de perceber que o time PODE jogar melhor do que tinha apresentado até então, e que Paquetá parece entender bastante da parte tática. Fazer o que fizemos ontem, sem 4 ou 5 titulares, foi ótimo. Pro Paquetá, a percepção (assim espero) que Kieza não merece titularidade, menos ainda o João Pedro, e Pimpão - é, Pimpão! - é titular absoluto nessa realidade do clube. 

Ah, e seu Aguirre, vai estrear quando esse animal? Ficou de papo que joga melhor de centro-avante, mas tem vários takes dele arrancando da ponta direita ainda no Nacional, e em todas as bolas que foram pra área ontem ele foi nulo. Merece uma chance na posição, mas se não justificar, fica difícil. 
Engraçado que eu ainda prefiro o Brenner. Mesmo sendo todo atrapalhado. 

Mas enfim. Perder pros caras lá não é exatamente anormal nem fica fora do planejamento de pontos do Brasileirão. Só que não temos elenco pra deixar escapar pontos em partidas com o desenho que essa teve. E sábado já é clássico contra o FlamengoNão tem jogo fácil. Ainda mais pro Botafogo
Que se foda, vamos ver no que dá. 








E vamos para a 5ª descida

Não sei como você veio parar nesse texto, mas você está presenciando um acontecimento inusitado: hoje,
inauguro minha coluna esportiva nesse very blog.
Por que inusitado? Porque apesar de ser deveras viciadinho em programas esportivos de gostos e formatos
diferentes, passo longe de ser geek ou comentarista da área.

Meu nome é Henrique Cardoso, e antes de eu perder a fé no Vasco, você me veria sempre por São Januário ou Maracanã. Eu tenho uma camisa de 1995, bem old school mesmo. Tinha também uma de 2008, mas joguei fora porque peguei um autógrafo do Roberto Dinamite. Hoje torço mais pro Vasco da Gama Patriotas, nosso time de futebol americano -esporte a qual sou completamente apaixonado, e vem ganhando cada vez mais espaço no meu coração -.
Sou formado em Geografia, hoje trabalho com programação.

Pra compensar a esquisitice, vou sempre trazer um lado mais humano, holístico, geográfico, corneta e raivoso.
Vai ser uma mistura bastante sadia (ou não, mas vai ser interessante).
Neste meu novo espaço devo trazer considerações, opiniões ou questionamentos sobre o esporte, de uma
maneira geral. Futebol e Futebol Americano serão as prioridades, mas só Deus sabe onde isso pode parar.

Sou torcedor extremamente clubista e ligeiramente iludido do San Francisco 49ers. A NFL terá muito espaço e morará de pantufas nessa coluna maravilhosa. As ligas brasileiras do esporte também terão carinho muitíssimo especial aqui. Eu já me meti num trem pra Bangu pra acompanhar a final do campeonato carioca de futebol americano (Vasco e Flamengo), então já podem esperar muito apoio e incentivo ao esporte. Se você não conhecia o esporte, vai conhecer e vai se apaixonar.
O esporte, as torcidas, todas as emoções e paixões envolvidas. Nada disso é simplesmente notícia fria, e é
melhor ser retratado fora do ar de sobriedade e distanciamento. É vida, corpo e alma de uma sociedade.
Retrato mais fiel do nosso povo. Merece respeito, carinho e um olhar especial. Espero fazer jus à essa missão.

Seja bem vindo(a) à coluna 5ª descida!

segunda-feira, 16 de julho de 2018

E rola a bola!

Sejam bem-vindos ao Resenha, meus amigos e amigas cornetas do país internet!

Este vai ser um post de apresentação. Meu nome é Calvin e eu sou o fundador do Resenha. Meu vício por futebol e pelo meu time de coração - o Botafogo - vem de berço, literalmente falando. Minha primeira palavra não foi nem "papai" nem "mamãe", mas "GOL": do Túlio Maravilha, aliás, em 95. 
Acompanho o mundo da bola com mais afinco já faz bastante tempo, e sempre tive o hábito de escrever sobre. Nessa última Copa do Mundo em 2018, fiz resenhas constantes sobre os dias de jogos, e a galera gostou. Resolvi então organizar essas resenhas numa plataforma à parte. 

Mas não é apenas sobre essa Copa que falaremos por aqui. No plural mesmo, falaremos, porque eu arrastei alguns amigos aqui pra essa empreitada, pra ficar mais divertido. 
Na medida do possível, cobriremos as campanhas anuais dos 4 grandes do Rio de Janeiro, mas também pontuando sobre a Seleção Brasileira, e todos os campeonatos envolvendo esses times. Também daremos pitacos sobre futebol internacional, acontecimentos do mundo da bola e reflexões gerais sobre o cenário. 

Tudo isso sem rabo preso, sem puxa-saquismo e sem papas na língua, como manda o manual de um bom geraldino. Aqui tá liberado pistolar, xingar até a 10ª geração do juiz e cobrar vergonha na cara de dirigente safado. Vale clubismo e vale provocação sadia. Não vai ter arrego pra ninguém que não mereça. Porrada vai cantar. 
Claro, tudo na dose certa. 

Futebol é o foco, mas há espaço pra mais: NFL, e-sports, NBA e NBB, o diabo que a gente curtir nós falaremos sobre. E temos espaço pra você que quer arriscar seus palpites, manda a letra que a gente  conversa! (Meninas que queiram falar do futebol feminino, jornalistas esportivos em formação ou só no sonho, estamos de olho em vocês!) 

Sem mais delongas, declaro oficialmente aberta esta caralha, bora que vamos!